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Guerra verbal entre Corbyn e Netanyahu

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Guerra verbal entre Corbyn e Netanyahu

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A guerra verbal entre o líder do Partido Trabalhista britânico, Jeremy Corbyn, e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, nas redes sociais promete subir de tom.

Corbyn tem sido alvo de acesas críticas no Twitter por parte de Netanyahu desde que o "Daily Mail" divulgou, com recurso a fotografias, que durante uma visita à capital tunisina, em 2014, esteve presente na cerimónia de colocação de uma coroa de flores onde o jornal dizia estarem os túmulos de membros do grupo militante palestiniano Setembro Negro, ligado ao homicídio de atletas israelitas durante os Jogos Olímpicos de Munique de 1972.

Netanyahu escreveu: "A colocação de uma coroa de flores por Jeremy Corbyn no túmulo dos terroristas que perpertaram o Massacre de Munique e a comparação de Israel com os nazis merece uma condenação inequívoca de todos - esquerda, direita e restantes."

O líder trabalhista contra-atacou com críticas ao tratamento dos palestinianos por parte de Israel.

"As afirmações de Netanyahu sobre as minhas ações e palavras são falsas. O que merece uma condenação inequívoca é o assassinato de mais de 160 manifestantes palestinianos em Gaza por parte das forças israelitas desde março, incluindo dezenas de crianças."

E acrescentou: "Estive lá [em Tunis] porque queria ver uma cerimónia adequada a todos os que morreram em incidentes terroristas em todo o lado porque temos de acabar com isso. Não podemos procurar a paz com um ciclo de violência em simultâneo. A única forma de encontrarmos a paz é através de um ciclo de diálogo."

De acordo com o "Daily Mail", o cemitério de Tunis onde se encontrava Corbyn alberga um monumento de homenagem às vítimas do ataque israelita de 1985 na sede da Organização da Libertação da Palestina (OLP), na capital tunisina, e túmulos de elementos do grupo dissidente da OLP Setembro Negro.

O Partido Trabalhista disse que Corbyn esteve presente numa homenagem às vítimas do ataque aéreo israelita de 1985.

Apoiante da causa palestiniana, Corbyn sublinhou que a visita "foi um exercício de busca de paz." Nada que deva garantir o fim das críticas de antisemitismo por parte de grupos judeus e de elementos do Partido Trabalhista.