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Boicotes aos funerais de Estado em Génova

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Boicotes aos funerais de Estado em Génova

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Num dia de luto nacional, Génova e a Itália dizem adeus às vítimas do colapso da ponte num funeral de Estado em ambiente de dor e também revolta.

As cerimónias oficiais foram boicotadas por metade das famílias das 38 vítimas mortais confirmadas. Muitos dos enlutados responsabilizam o Estado e rejeitam o que consideram ser um desfile de vaidades dos políticos que marcaram presença em Génova, como o primeiro-ministro Antonio Conte, os vice-primeiros-ministros, Luigi di Maio e Matteo Salvini, e o presidente da República Sergio Mattarella.

Algumas famílias optaram por realizar cerimónias discretas e na intimidade, outras declararam claramente o boicote às exéquias oficiais e realizaram os funerais um dia antes em Nápoles.

"O meu filho não morreu, ele foi morte porque o estado não quis saber dos seus cidadãos. Não é apenas o meu filho que está morto, são 40 pessoas e ainda estão a cavar", diz um homem, pai de uma das vítimas.

E de facto, as forças de resgate e salvamento continuam os trabalhos no escombros, onde se pensa estar ainda os corpos de pelo menos 5 pessoas desaparecidas, incluindo uma família com uma menina de 9 anos, no interior de um carro entre os destroços da ponte.