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Mais de dois milhões de fiéis para o hajj numa Arábia Saudita em transformação

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Mais de dois milhões de fiéis para o hajj numa Arábia Saudita em transformação

Mais de dois milhões de fiéis para o hajj numa Arábia Saudita em transformação
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Mais de dois milhões de fieis começaran com a peregrinação a Meca, numa Arábia Saudita em transformação, mas onde o islão conserva um lugar fundamental em termos políticos e sociais.

O hajj é um dos encontros religiosos anuais mais importantes do mundo e representa um desafio em termos de logística para as autoridades sauditas, que dizem estar preparadas para assegurar que tudo ocorra da melhor maneira.

O Hajj é também um dos cinco pilares do islão e todos os muçulmanos devem fazê-lo pelo menos uma vez na vida, se for possível pagar a viagem. As viagens dos peregrinos têm lugar num clima de entusiasmo, que faz esquecer o calor e a temperatura que excede os 40 graus.

A Meca chegam peregrinos de todo o mundo, sendo os contingentes mais importantes de países com populações muçulmanas importantes, como o Egito, a Índia, o Paquistão, o Bangladesh e o Sudão. Esperam-se mais de dois milhões de visitantes.

Com o passar dos tempos, o hajj assumiu uma dimensão mais moderna, com a multiplicação das aplicações para telemóveis e a existência de sites de tradução, por exemplo. Procurou-se também melhorar as infraestruturas, especialmente depois do acidente que deixou mais de dois mil mortos em 2015, entre os quais, centenas de iranianos.

A peregrinação deste ano tem lugar quando a Arábia Saudita, reino considerado ultraconservador, se encontra em plena transformação. Recentemente, as mulhares foram autorizadas a conduzir.

Pelo segundo ano consecutivo, o Qatar queixou-se de que os cidadãos do país foram impedidos de deslocar-se a Meca por causa das rivalidades regionais entre Doha e Riade. Mais de mil cidadãod do Qatar deverão fazer a peregrinação, de acordo com um sistema de quotas.