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50 anos após o fim da "Primavera de Praga"

50 anos após o fim da "Primavera de Praga"
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Há 50 anos, no dia 21 de agosto de 1968, Praga acordava sobressaltada.

Os tanques soviéticos invadiram a cidade e acabaram com a "Primavera de Praga", o movimento que tinha como objetivo um "socialismo com um rosto humano".

O Exército Vermelho mantinha, assim, a então Checoslováquia sob o domínio da União Soviética, após meses de tensão devido à chegada ao poder de um governo local reformista, liderado por Dubcek.

Na época, Reinhard Otto era um jovem estudante alemão de visita a Praga. Ele recorda como os jovens soldados soviéticos não percebiam o que se passava.

"Conversámos com os soldados soviéticos. Perguntamos-lhes se sabiam o que estavam a fazer e onde estavam. Não sabiam... Aqueles jovens simplesmente não sabiam, eles pensavam que era uma espécie de treino. Eles não sabiam a verdade, eles não sabiam o que estavam a fazer. Eles foram totalmente surpreendidos pelo verdadeiro objetivo das suas ações", recorda.

De acordo com os historiadores, mais de 70 pessoas morreram e cerca de sete centenas ficaram feridas nos confrontos. Milhares de cidadãos acabaram por ser presos ou perseguidos.

Meio século depois do fim da "Primavera de Praga", o passado soviético está ainda na memória das pessoas. Há ainda quem olhe com nostalgia para o passado e se aproxime cada vez mais da Rússia de Vladimir Putin, como constata o jornalista da euronews Daniel Bozsik: "Faz 50 anos que os tanques soviéticos chegaram aqui à Praça Venceslau e suspenderam as reformas, mas a influência de Moscovo está novamente na agenda política. O presidente checo pró-russo, Milos Zeman, recusou-se a falar no aniversário da ocupação, então a televisão pública checa emitiu o discurso do presidente eslovaco Andrej Kiska."