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John McCain, um herói americano

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John McCain foi um dos mais vigorosos membros do Partido Republicano. O senador do Arizona, que foi o mais jovem eleito na Câmara dos Representantes, em 2008 foi o candidato republicano que enfrentou Barack Obama na corrida presidencial.

A sua imagem de veterano da guerra do Vietname, piloto, antigo prisioneiro, dado como morto e posteriormente libertado, deu-lhe um estatuto de herói, de patriota, que ele cultivou.

Mas do passado militar guarda algumas características bélicas. Os seus críticos dizem que ele vai à guerra. Enquanto a maioria dos americanos se opõe à continuação do conflito no Iraque, o seu compromisso com a guerra pode tornar-se uma desvantagem.

"Preferiria perder a campanha do que perder a guerra. E reafirmo, nunca nos renderemos no Iraque," declarou John McCain

Outra desvantagem potencial, Bush, um aliado que se tornou um fardo. Mas ele sabe como se distanciar. Bush não esteve fisicamente presente na Convenção.

"Ele está pronto para liderar esta nação," afirmou, sobre McCain, o ex-presidente dos Estados Unidos, George W. Bush.

McCain volta a demonstrar a sua independência ao escolher Sarah Palin, 44 anos, como sua vice na campanha presidencial norte americana. Palin, uma novata na cena nacional, era suposto funcionar como uma fiança conservadora para tranquilizar a base do eleitorado republicano.

Mas uma cascata de revelações, apenas três dias após a apresentação de Palin, mostra o reverso da medalha. Sarah Palin tem uma filha solteira e grávida, e surgem acusações de abuso de autoridade após a demissão do comissário de segurança do Alasca por motivos pessoais.

Em plena campanha eleitoral, John McCain é assobiado durante um comício, no Minnesota, por defender o adversário democrata. "Barack Obama é uma pessoa digna, uma pessoa de quem não devem ter medo se ele se tornar Presidente dos Estados Unidos", disse John McCain aos republicanos. Uma posição inesperada que Obama agradeceu.