Euronews is no longer accessible on Internet Explorer. This browser is not updated by Microsoft and does not support the last technical evolutions. We encourage you to use another browser, such as Edge, Safari, Google Chrome or Mozilla Firefox.

Última hora

Última hora

Trump anuncia novo acordo comercial com México

Trump anuncia novo acordo comercial com México
Tamanho do texto Aa Aa

Estados Unidos e México anunciaram esta segunda-feira um novo acordo comercial, na sequência da renegociação do NAFTA, o Tratado de Livre Comércio da América do Norte.

O anúncio foi feito por Donald Trump, com o presidente americano a considerar "muito bom" o novo acordo. Do outro lado da fronteira, as reações foram igualmente entusiásticas.

"É um grande dia para o comércio", resumiu Trump. O pacto assinado pelos dois países é o primeiro passo numa cada vez mais inevitável revisão do NAFTA, que Trump sempre classificou como "desastroso".

"É um negócio incrível para os trabalhadores e para os cidadãos dos dois países. Os nossos agricultores vão ficar tão felizes. Eu disse-lhes que íamos fazer isto. O México prometeu começar imediatamente a comprar o máximo de produtos agrícolas que puder. Eles vão trabalhar muito nisso", declarou o líder da Casa Branca.

A agricultura é uma das faces mais visíveis do acordo. O México é o maior importador de carne de porco americana e um dos que mais compra milho.

Todavia, o acordo estende-se também a outras áreas, nomeadamente, a indústria automóvel, que vai sofrer um impulso de peso. Este entendimento prevê a produção de pelo menos 75% dos componentes dos automóveis na região, um aumento face aos atuais 62,5%.

Esse crescimento vai sentir-se também nos salários dos operários, face à decisão de impor um mínimo salarial de 16 dólares por hora para os trabalhadores responsáveis pela produção de 40 a 45 por cento dos materiais.

A expectativa de mexicanos e americanos é que o Canadá se junte agora à mesa das negociações. O governo canadiano, liderado pelo primeiro-ministro, Justin Trudeau, saudou o acordo, mas esclareceu que só vai assinar algo que seja bom para o futuro do seu país.