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Tristeza e indignação depois de incêndio que destruiu Museu Nacional

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Tristeza e indignação depois de incêndio que destruiu Museu Nacional

Tristeza e indignação depois de incêndio que destruiu Museu Nacional
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REUTERS/Pilar Olivares
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Tristeza e indignação são os sentimentos que reinam no Brasil, depois do incêndio que destruiu o Museu Nacional no Rio de Janeiro. Considerado o maior centro de pesquisa em história natural e antropológica da América Latina e um dos mais importantes museus do país, mostrava no entanto importantes sinais de má conservação e degradação ligados a cortes orçamentais significativos.

Em frente ao museu, esta manhã, a historiadora Regina Dantas dizia, entre lágrimas: "Parece um pesadelo. Eu dormi achando que era um pesadelo e que ía acordar..."

A direção aponta responsabilidades aos sucessivos governos, que acusa de negligência. Ironicamente, em junho, por ocasião do bicentenário do museu, tinha sido anunciado um plano de restauração de 21 milhões de reais com financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Económico e Social, que incluía a instalação de um sistema anti-incêndio, atualmente inexistente.

Os bombeiros continuam empenhados nas tarefas de rescaldo e uma das prioridades é agora apurar o que pode ser resgatado entre os escombros.

Roberto Robadey, comandante-geral dos Bombeiros do Rio de Janeiro, diz que os funcionários do museu vão participar nas tarefas de rescaldo: "Vai ser um processo bem lento, para que a gente possa, quem sabe, resgatar algum fragmento, alguma coisa que possa ainda ter valor histórico."

A polícia encontra-se no local, para tentar apurar as causas do incêndio, controlado pelos bombeiros por volta das duas horas da manhã desta segunda-feira - hora local - depois de seis horas de combate às chamas. Os responsáveis do museu, que ruiu parcialmente, tentam agora avaliar a verdadeira dimensão da tragédia, que muitos dizem já que estava "anunciada".