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"Mayor" de Londres apela a novo referendo

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"Mayor" de Londres apela a novo referendo

Sadiq Khan entrevistado por Andrew Marr
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O presidente da câmara de Londres, Sadiq Khan, apoia a realização de um segundo referendo no Reino Unido.

"O público britânico devia ter uma palavra a dizer sobre o resultado das negociações"

Sadiq Khan Presidente da Câmara, Londres

Falando este domingo num programa televisivo de atualidade política, o 'mayor' de Londres diz que com cerca de seis meses até o Reino Unido sair do bloco, a escolha será entre um mau acordo e a ausência total de acordo.

Khan descreveu a abordagem da primeira-ministra, Theresa May, como confusa e num impasse.

"Infelizmente chegámos auma situação em que o governo está envolvido em negociações que vão levar a um de dois resultados: um mau acordo, o que inclui a possibilidade de sairmos da UE sem saber como será a nossa relação futura, ou a ausência total de acordo. Ambas as opções são muito negativas para Londres e para o país. O que estou a dizer é que pela primeira vez, o público britânico devia ter uma palavra a dizer sobre o resultado das negociações, incluindo a opção de permanecer na União Europeia", adianta o presidente da câmara.

Sadiq Khan afirma que o debate em torno do Brexit é agora dominado pela figura do antigo chefe da diplomacia britânica, Boris Johnson, e as suas ambições políticas.

Os comentários de Khan levaram o ministro do ambiente, Michael Gove, a reagir.

"Penso que é interessante e assustador. Essencialmente, ele pretende frustrar o voto realizado há dois anos e meio. As pessoas votaram de forma clara: 17,4 milhões de pessoas votaram no sentido de saírem da União Europeia e Sadiq está essencialmente a dizer 'vamos atrasar o processo, vamos espalhar o caos', penso que seria um erro profundo", disse o responsável pelo ambiente.

O apelo de Sadiq Khan vai contra a posição oficial do Partido Trabalhista, do qual Khan é membro. A linha oficial seguida pela oposição afirma respeitar o resultado do referendo no entanto diz que "mantém todas as opções em aberto" caso o parlamento britânico não aprove o acordo estabelecido com a União Europeia.