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Relações com EUA e união homossexual na primeira entrevista de Diaz-Canel

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Relações com EUA e união homossexual na primeira entrevista de Diaz-Canel

Relações com EUA e união homossexual na primeira entrevista de Diaz-Canel
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Miguel Diaz-Canel assumiu em abril a presidência de Cuba, depois de seis décadas de domínio dos irmãos Castro, primeiro Fidel, depois Raul, na última década. Na sua primeira entrevista quis deixar clara uma noção de continuidade, dizendo que fala quase todos os dias com Raul Castro. Sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo, e Fidel tinha já reconhecido "injustiças cometidas contra os homossexuais", o chefe de Estado mostrou-se favorável:

"Reconhecer o casamento entre pessoas, sem limitações, permite eliminar qualquer tipo de discriminação na nossa sociedade", afirmou o presidente.

Sobre as relações entre Cuba e os Estados Unidos o Presidente reconhece que estas se deterioraram desde que Donald Trump assumiu os destinos do país. Apesar disso, mostra-se aberto a negociar com Washington mas com limites:

"Nós não negámos, em nenhum momento, as possibilidades de diálogo, mas tem de ser um diálogo entre iguais, um diálogo em que nos respeitem, um diálogo em que não se condicione a nossa soberania", frisou Diaz-Canel.

Atualmente, está em curso uma consulta popular ao anteprojeto da nova Constituição do país. O novo documento prevê, e entre outras coisas, a criação do cargo de Primeiro-ministro, ainda que não se antevejam alterações, de facto, ao sistema político. As referências ao comunismo, de forma geral, serão apagadas. Reconhece-se ainda a propriedade privada, processo já iniciado por Raul Castro. Em fevereiro do próximo ano os cubanos são chamados a votar, em referendo, a nova Carta Magna.