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Filho de José Eduardo dos Santos em prisão preventiva

Pressão sobre a família Dos Santos aumenta com prisão de José Filomeno
Pressão sobre a família Dos Santos aumenta com prisão de José Filomeno
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De  Lusa
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José Filomeno de Sousa dos Santos está acusado de associação criminosa, falsificação, tráfico de influências, burla, peculato e branqueamento de capitais, incluindo uma transferência irregular de 500 milhões de dólares

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O Ministério Público angolano aplicou esta segunda-feira a prisão preventiva a José Filomeno dos Santos, filho do ex-Presidente, José Eduardo dos Santos, detido pelo envolvimento numa transferência ilícita de 500 milhões de dólares e pela gestão no fundo soberano.

A informação, sobre a medida de coação aplicada, consta de um comunicado da Procuradoria-Geral da República de Angola, a que agência Lusa teve acesso.

Além do filho do antigo Presidente, foi também detido Jean Claude Bastos de Morais, sócio de José Filomeno dos Santos.

O processo da transferência irregular de 500 milhões de dólares (428 milhões de euros) do Estado angolano para um banco britânico, ligado ao Fundo Soberano de Angola, é um dos implica José Filomeno dos Santos, mas também o à altura governador do banco central angolano, Valter Filipe, ambos impedidos de sair do país desde março deste ano.

As detenções foram decididas após interrogatórios pelo Ministério Público e com o objetivo de garantir a eficcia da investigação, revela a Agência Angola Press, citando o comunicado da Procuradoria-Geral da República.

José Filomeno dos Santos foi presidente do Conselho de Administração do Fundo Soberano de Angola até janeiro deste ano, por nomeação do pai, tendo posteriormente sido exonerado do cargo pelo atual chefe de Estado angolano, João Lourenço.A gesto do Fundo est também a ser alvo de processo judicial.

Valter Filipe que foi indiciado pelo crime de peculato e branqueamento de capitais pela PGR angolana, em março, por suposto envolvimento na transferência daquele montante em setembro de 2017, um mês antes de pedir a demissão do cargo, para uma conta do banco Credit Suisse, em Londres.

Além de José Filomeno dos Santos e de Valter Filipe, a PGR angolana disse, em março, que outras pessoas estão também envolvidas no mesmo processo, por "alguma responsabilidade na saída ilegal deste dinheiro" de Angola, mas sem as identificar.

Em abril, o Governo angolano anunciou que os 500 milhões de dólares foram já recuperados e estavam em posse do Banco Nacional de Angola.

"Como resultado das várias diligências encetadas, cumpre-nos levar ao conhecimento público que os 500 milhões de dólares americanos já fora recuperados, estando em posse do BNA", referiu então um comunicado do Ministério das Finanças angolano.

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