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Diplomacia com pulso de ferro na Assembleia Geral da ONU

Diplomacia com pulso de ferro na Assembleia Geral da ONU
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A situação no Médio Oriente, a questão nuclear no Irão, a guerra comercial e a crise do multilateralismo foram os temas em destaque na sessão de abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque.

Goste-se ou não, a verdade é que quando Donald Trump fala, o mundo ouve com atenção e a sessão de abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque, não foi exceção.

Igual a si próprio, o presidente dos Estados Unidos disparou na direção dos alvos do costume:

"Os líderes do Irão semeiam o caos, a morte e a destruição. Não respeitam os seus vizinhos, nem as fronteiras, nem os direitos soberanos das nações. Pedimos a todas as nações que isolem o regime de Irão enquanto esta agressão continuar."

Um discurso a fazer lembrar o ataque do ano passado à, agora amiga, Coreia do Norte.

Entre os ataques à Venezuela e os recados para a China, Donald Trump ainda encontrou tempo para o habitual autoelogio:

"Em menos de dois anos, a minha administração já alcançou mais do que quase qualquer outra administração na história do país."

O norte-americano foi dos poucos presentes a conseguir manter uma cara séria...

Donald Trump aproveitou também a tribuna da reunião anual para incentivar os homólogos a juntarem-se aos Estados Unidos no combate contra o Irão: "Os líderes do Irão semeiam o caos, a morte e a destruição. Não respeitam os vizinhos, as fronteiras nem os direitos das nações. Pedimos a todas as nações que isolem o regime do Irão enquanto a agressão continuar".

O Presidente do Irão, Hassan Rohani, não perdeu a oportunidade de resposta para se defender das críticas de Trump: "A posição do Irão é clara: sem guerra, sem sanções, sem ameaças, sem bullying; apenas agir de acordo com a lei e cumprindo as obrigações, apoiamos a paz e a democracia em todo o Médio Oriente".

O Presidente francês Emmanuel Macron desafiou as ideias de Trump e defendeu o diálogo relativamente ao Irão: "Afirmo aqui que a via do unilateralismo conduz-nos diretamente à reclusão e ao conflito. A responsabilidade da paz não se delega, não se recusa. Deve ser exercida coletivamente".

Macron defendeu o multilateralismo. Disse ainda ser preciso encontrar um equilíbrio internacional. Num discurso emocional e com pulso de ferro defendeu o combate às desigualdades que são a raiz de todos os problemas que o mundo enfrenta.

Emmanuel Macron saiu da tribuna amplamente aplaudido pelos presentes nesta Assembleia Geral da ONU.

Em defesa deste multilateralismo, o Presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa não aplaudiu o discurso de Trump.