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Nau portuguesa descoberta no Tejo

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Nau portuguesa descoberta no Tejo

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Pimenta da Índia, faiança e uma tampa em broze. Tesouros de uma nau do século XVI agora descobertos, junto ao ilhéu do Bugio, no rio Tejo, em Portugal. Um segredo escondido a 12 metros de profundidade trazido à tona do conhecimento público por uma equipa de arqueólogos da Câmara Municipal de Cascais.

Os vestígios, que abrangem uma área aproximada de 100 metros de comprimento por 50 metros de largura, já foram considerados pelo município a "descoberta do século".

"São nove canhões em bronze que foram registados, estão com uma grande conservação. Tanto é que conseguimos ver as armas de Portugal, a esfera armilar. Portanto, há de facto aqui toda uma boa conservação, o que aumenta ainda mais o valor em termos de património", conta Jorge Freire, Diretor Científico do Projeto.

A identidade da embarcação ainda é um mistério por resolver, mas julga-se que terá afundado entre 1575 e 1625. Os achados à superfície vão ser mapeados e alguns dos artefactos, em perigo de ser perdidos, foram recolhidos e colocados em água nas reservas municipais.

"O que se tentará fazer no futuro é garantir a monitorização destes vestígios, garantir a sua proteção e conservação, em primeira opção in sito. Os vestígios que forem recuperados serão conservados em laboratório e o destino final será certamente um museu, que será decidido ao longo do projeto", revela José Bettencourt, Arqueólogo marítimo e professor na Universidade Nova de Lisboa.

Da parceria entre a Câmara Municipal de Cascais, o Centro de Humanidades, da Universidade Nova de Lisboa, a Marinha Portuguesa e a Direção-Geral do Património Cultural irá resultar a criação de um campo-escola para formação de arqueólogos, no âmbito do programa da UNESCO "O Património Cultural dos Oceanos".