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EUA e Rússia em nova corrida às armas?

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EUA e Rússia em nova corrida às armas?

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A reunião dos ministros da Defesa da NATO, esta semana, foi dominada pela acusação dos EUA de que a Rússia está a violar o Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermédio. Em causa está o desenvolvimento de um sistema de mísseis de logo alcance lançados com recuso a bases terrestres.

O novo míssil com alcance de 500 quilómetros poderia facilmente atingir todos os países do mar Báltico

Brooks Tigner Analista, Jane's Defense

"Embora se suspeite que a Rússia já tenha uma enorme capacidade ao nível dos mísseis, está agora a desenvolver um novo míssil com alcance de 500 quilómetros que poderia facilmente atingir todos os países do mar Báltico, criando uma área de não acesso aéreo para os Aliados. Penso que é um assunto sobre o qual a NATO não quer discutir neste momento, mas têm de reforçar o sistema de defesa antimíssil", disse, à euronews, Brooks Tigner, analista na Jane's Defense.

O governo russo tem negado que esteja a desenvolver secretamente este plano, mas um analista independente russo disse à euronews que é uma reposta do Kremlin a manobras dissimuladas dos EUA.

"Há uma base de defesa aérea na Roménia com silos nos quais a NATO pode armazenar mísseis de cruzeiro Tomahawk. Para a Rússia esta é uma violação do tratado porque se trata de ter uma arma de ataque disfarçada como sistema antimíssil. A Rússia sente que tem de responder e daí este embate entre as duas partes", explicou Pavel Felgenhauer.

O Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermédio foi assinado em 1987, pondo fim à Guerra Fria. Colocá-lo em dúvida poderia levar a uma nova corrida às armas, segundo outro analista.

"Este tratado é importante porque proibiu o uso no continente europeu de um tipo de míssil muito destrutivo. Reintroduzir este tipo de armas seria o regresso da Europa a uma situação de grande insegurança, com armas que podem causar muitos danos aos dois lados", disse Bruno Lété, do The German Marshall Fundo of the US.

O secretário de Defesa dos EUA, James Mattis, disse que Moscovo deve recuar ou terá de enfrentar a resposta norte-americana ao mesmo nível.