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Representantes internacionais preocupados com Khashoggi

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Representantes internacionais preocupados com Khashoggi

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Esta é provavelmente a última imagem de Jamal Khashoggi. A 2 de outubro entrava no consulado da Arábia Saudita na Turquia, para não voltar a ser mais visto.

O jornalista de origem árabe vivia exilado nos Estados Unidos e colaborava com o jornal Washington Post onde era crítico do governo do príncipe saudita. Khashoggi, outrora próximo da família real, incompatibilizou-se com o trono, após Mohammad bin Salman ter sucedido ao pai.

Na Turquia, organizações de direitos humanos manifestaram-se frente ao consulado exigindo saber o paradeiro do jornalista desaparecido

"O consulado saudita não se pode absolver da responsabilidade por este incidente ao permitir buscas no local", defendeu Gulseren Yoleri, da Associação dos Direitos Humanos, durante a manifestação.

Com a verdade ainda por apurar, põe-se a hipótese de que, após entrar no edifício, Khashoggi tenha sido drogado, ou mesmo transportado em pedaços para fora da cidade.

Erdogan já pediu esclarecimentos às autoridades sauditas. "O consulado não pode desresponsabilizar-se dizendo simplesmente que ele saiu do edifício. Tem de apresentar provas", declarou o presidente da Turquia.

De visita a Portugal, a alta-representante da União Europeia para a Política Externa alnhou o bloco à posição dos Estados Unidos. "Esperamos uma investigação completa e total transparência por parte das autoridades sauditas sobre o que aconteceu", disse Federica Mogherini.

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Três dias antes de ter desaparecido, Khashoggi afirmou em entrevista contar nunca mais voltar à terra natal, a Arábia Saudita.