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A vitória que a CSU não festeja na Baviera

A vitória que a CSU não festeja na Baviera
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A União Social-Cristã (CSU) venceu uma vez mais as eleições regionais na Baviera mas nem por isso houve motivos para festejar. Afinal de contas, o resultado alcançado, 35,5% dos votos segundo a sondagem à boca das urnas, foi o pior desde 1950 para um partido habituado a governar a seu bel-prazer, apenas tinha falhado a maioria absoluta uma vez nos últimos 52 anos.

O escrutínio reflete a divisão em torno do tema chave da campanha: a imigração. Enquanto a CSU deu sinais contraditórios e foi prejudicada por nunca ter uma posição clara, os Verdes, assumidamente pro-imigração, foram recompensados com uma subida nas urnas e estabeleceram-se como a segunda força mais votada com 19% dos votos.

Já a Alternativa para a Alemanha (AfD), partido que fez da luta antimigração a sua bandeira, conseguiu pela primeira vez entrar na Assembleia regional depois de alcançar 11% dos votos.

A magra vitória da CSU na Baviera pode ter consequências a nível nacional, uma vez que coloca em causa o lugar do seu líder, Horst Seehofer, no governo federal, onde é ministro do Interior e responsável pelas maiores dores de cabeça de Angela Merkel.