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Há um ano vivia-se uma nova tragédia em Portugal

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Há um ano vivia-se uma nova tragédia em Portugal

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15 de outubro de 2017 o pesadelo regressava às florestas portuguesas. Depois da tragédia de Pedrógão Grande o fogo voltava a impor-se no norte do país. Os ventos, causados pelo furacão Ophelia, as temperaturas, invulgarmente, acima dos 30 graus e a seca extrema ajudariam ao descontrolo das chamas.

Mais de 400 incêndios ativos, 33 deles de grandes proporções, devastavam dezenas de milhares de hectares de floresta.

Quarenta e oito pessoas morreriam, mais quatro na Galiza, na vizinha Espanha, também atingida pela vaga de incêndios. O número de feridos ultrapassava as sete dezenas.

Muitas localidades atingidas, nos distritos de Coimbra mas também de Viseu, Aveiro, Guarda e Leiria, em particular o pinhal mandado plantar pelo rei D. Afonso III e depois aumentado por D. Dinis, perdas humanas e materiais incalculáveis.

"O pior dia do ano em matéria de incêndios florestais" era assim que a porta-voz da Proteção Civil, Patrícia Gaspar, descrevia o cenário devastador. O pior dia do ano para a floresta portuguesa mas não em termo de perdas humanas. Meses antes, em Pedrógão Grande, 66 pessoas morriam, a maioria numa tragédia inexplicável e impressionante, a 17 de junho, numa estrada entre Castanheira de Pera e Figueiró dos Vinhos. No total mais de 250 pessoas ficaram feridas.

Mais de um ano depois há coisas ainda por fazer enquanto os eucaliptos se multiplicam, mais do que cogumelos, Portugal terá a quinta maior mancha de eucaliptal do mundo.

Ao longo dos meses a polémica sobre a reconstrução das casas foi-se instalando e agudizando mas um problema de base persiste e é preciso fazer mais, a nível nacional mas não s:

"Se não querem pensar em termos de vidas humanas, que pensem, pelo menos, em termos económicos. Foram 500 mil hectares, o prejuízo em termos de floresta produtiva, indústrias que foram queimadas, de património edificado, biodiversidade o prejuízo é muito grande. O mecanismo europeu de Proteção Civil é importante, de facto, mas não podemos focar-nos no combate é preciso prevenção", alerta Nádia Piazza da Associação de Vítimas de Pedrógão Grande.