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Já há buscas no consulado saudita em Istambul

Já há buscas no consulado saudita em Istambul
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Foi neste local que tudo se terá passado e é aqui que as autoridades turcas estão agora a investigar: Depois de muita pressão internacional e de um telefonema entre os dois chefes de Estado, as portas do consulado da Arábia Saudita em Istambul abriram-se finalmente a um grupo de investigadores dos dois países.

Foi o último local onde o jornalista saudita Jamal Khashoggi esteve antes de desaparecer. A comunidade internacional exige respostas a Riade.

"Esperamos transparência. Esperamos uma clareza total nas investigações que estão a a ser feitas pelas autoridades sauditas, juntamente e em cooperação completa com as da Turquia. Apoiamos as mensagens, no mesmo sentido, que chegam de outros parceiros, a começar por Washington", disse a alta representante para a política externa da UE, Federica Mogherini.

Entretanto, o presidente norte-americano Donald Trump suavizou o discurso depois de ter falado ao telefone com o rei Salman. Antes, tinha ameaçado impor Sanções à Arábia Saudita, um dos mais importantes parceiros comerciais: "O rei negou, terminantemente, que tivesse algum conhecimento sobre isto. Provavelmente não tem mesmo. Não sei, não quero entrar na cabeça dele. A mim parece-me obra de assassinos a soldo. Quem sabe? Vamos chegar em breve ao fundo da questão. Mas o desmentido do rei foi muito firme", disse Trump.

Segundo uma informação não confirmada de um jornal turco, Khashoggi, um crítico do regime de Riade, foi assassinado. A tortura e morte teriam sido registadas pelo "Apple watch" do jornalista. A única certeza, para já, é que Khashoggi foi visto a entrar no consulado, no dia dois deste mês, mas nunca foi visto a sair.

A pressão internacional vem também dos governos do Reino Unido, França e Alemanha, que pedem explicações a Riade numa carta conjunta publicada esta segunda-feira.

Donald Trump diz que, depois da conversa com o rei Salman, irá enviar o Secretário de Estado Mike Pompeo para falar com ele.