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A escolha do "mal menor" no Brasil

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A escolha do "mal menor" no Brasil

Matrioska de Bolsonaro em Sâo Paulo
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REUTERS/NACHO DOCE
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Fernando Haddad ou Jair Bolsonaro? É já no próximo domingo que os brasileiros escolhem o próximo presidente do país. À entrada para a última semana de campanha, Bolsonaro continua destacado nas sondagens com 59% das intenções de voto.

Já foi acusado de fascista, ditador, homofóbico, mas o candidato do Partido Social Liberal parece cada vez mais perto de ser o próximo Presidente do Brasil.

Os brasileiros estão divididos. Por um lado mostram-se conscientes destas acusações a Bolsonaro, mas por outro dizem-se cansados dos escândalos dos governos PT.

Logo, ou não votam ou escolhem o "menor dos males", como confessou a vendedora Rosangela Mesquita.

"Qualquer outro candidato que corresse contra o atual Governo, votaria nele. Podia ser o (Geraldo) Alckmin, o (João) Amoedo, o (Henrique) Meirelles. Não sou a favor do Bolsonaro, sou contra o Partido dos Trabalhadores".

O advogado Hélio Saboya confessa que não se revê em nenhum dos dois candidatos e por isso já decidiu: não vai votar.

"Um é ditador e o outro corrupto. Por isso, para mim, é impossível votar em qualquer um deles. Vou por isso passear os meus cães na praia e pagarei a multa de 3,75 reais (cerca de 80 cêntimos de euro). Assim não ficarei com peso na consciência e dormirei bem".

Não votantes que são o centro das atenções sobretudo de Fernando Haddad.

O candidato do Partido dos Trabalhadores conta com eles para evitar que o Brasil, como diz, volte à ditadura, mas a tarefa não se avizinha fácil, como explica o professor universitário Michael Mohallem.

"As pessoas associam o Partido dos Trabalhadores à corrupção e recusam ver os riscos do candidato da oposição. O povo, na minha opinião, minimiza os riscos da candidatura de Jair Bolsonaro e aposta na candidatura dele apesar de não se reverem, por exemplo, na sua agenda moral".

Na primeira volta presidencial, cerca de 20% dos eleitores não votou... o número mais elevado dos últimos 30 anos.