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Eleições nos EUA podem influenciar acordo comercial com a Europa

Eleições nos EUA podem influenciar acordo comercial com a Europa
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A próxima ronda de negociações comerciais entre a União Europeia e os Estados Unidos está prevista para final de novembro. O resultado das eleições poderá ter um impacto nas relações de força entre europeus e norte-americanos.

Donald Trump quer impor taxas às importações de automóveis, apesar de muitas marcas estrangeiras fabricarem os carros nos Estados Unidos, no México ou no Canadá.

As pequenas e médias empresas são as mais vulneráveis ao aumento das taxas porque não têm margem financeira para absorver o aumento dos custos.

A euronews entrevistou várias responsáveis do mundo do comércio nos Estados Unidos. Cada entrevistado tem uma opinião diferente sobre o impacto das eleições nos acordos de comércio.

"Se as eleições forem positivas para Trump e se se confirmar o poder da administração de Trump, as negociações sobre o comércio vão ser mais fáceis porque a administração de Trump não terá de mostrar a sua força para recuperar as perdas políticas. Será mais fácil obter um acordo sobre as tarifas aduaneiras", disse Lucio Miranda, presidente da Export USA.

Em março, os Estados Unidos anunciaram a aplicação de taxas adicionais às importações de aço e de alumínio, 25% e 10% respetivamente, que entraram em vigor no final de maio.

Para o professor Joseph Foudy, da Universidade de Nova Iorque, a derrota de Trump poderia ajudar a concluir mais rapidamente as negociações comerciais com a União Europeia.

"A maioria das negociações comerciais mede-se em anos ou em décadas e não em meses. Se o presidente perder terreno nestas eleições, a Europa terá uma oportunidade para obter um acordo mais favorável nos próximos três ou quatro meses", disse o professor norte-americano.

Independentemente do resultado das eleições, para o mundo dos negócios o mais importante é por fim às incertezas.

De acordo com a diretora da câmara de comércio Europa-Estados Unidos, uma eventual vitória dos democratas não garante o fim da instabilidade.

"Se eles recuperarem a Câmara dos Representantes e começarem o processo de 'impeachement', vai haver mais incerteza. Mas se recuperarem a câmara dos representantes e pararem as ações sobre as atividades do presidente, isso será bom. Mas a verdade é que a câmara dos representantes não é responsável pela política comercial", sublinhou Yvonne Bendinger.