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O "sábado negro" em que os nazis deportaram os judeus italianos

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A euronews falou com familiares das vítimas do "sábado negro", em 1943, em Roma.

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A noite de Cristal, em 1938, foi o momento em que os judeus alemães perderam a esperança e a noite que inaugurou a orgia de violência antissemita dos nazis.

Em Itália, os judeus recordam uma outra data, a de 16 de outubro de 1943. No chamado "sábado negro", os alemães ocuparam Roma, prenderam mais de mil judeus e deportaram-nos para Auschwitz.

A euronews falou com familiares das vítimas do sábado negro, em Roma.

"Estive neste local pessoalmente e vi a minha irmã ser deportada, com o meu cunhado e os dois filhos", contou Enrico Di Veroli, de 85 anos.

A comunidade judaica italiana participa ativamente na manutenção da memória do Holocausto, através de vários eventos, filmes, livros e conferências.

A euronews perguntou a dois responsáveis da comunidade judaica de Roma se o atual clima político pode favorecer o regresso da perseguição de certos grupos.

"O risco existe sempre porque somos seres humanos, o que está historicamente demonstrado. No período atual de crise de valores e de crise económica, e a crise económica é causada pela crise de valores, estes fenómenos agravam-se e o risco aumenta exponencialmente", disse Claudio Procaccia, diretor do departamento cultural da comunidade hebraica de Roma.

"É preciso perceber que, cada vez, há um novo inimigo a atacar e a ofender. Como somos considerados diferentes, fomos vítimas de ódio, no passado. Temos de combater o ódio, independentemente de quem seja considerado como alvo. Pode ser uma pessoa cigana, gay ou com deficiência. Isso já aconteceu. A diferença é a desculpa utilizada para perseguir as pessoas", sublinhou Ruth Dureghello, presidente da comunidade hebraica de Roma.

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