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Vida nas trincheiras: relatos na primeira pessoa

Vida nas trincheiras: relatos na primeira pessoa
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De Ricardo Figueira
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Já não há nenhum veterano da I Guerra Mundial vivo, mas felizmente temos o testemunho de muitos dos que a viveram.

Na Primeira Guerra Mundial, participaram mais de 65 milhões de militares, dos quais quase 10 milhões, o equivalente a toda a população portuguesa, não regressaram. O último veterano morreu em 2012, mas são muitos os testemunhos que ficaram gravados.

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Estes dois, de um soldado britânico e de um francês, foram recolhidos por ocasião dos 75 anos do armistício, em 1993.

"Éramos mais de 800 homens e só cerca de 100 regressaram. Disseram-nos que iam cortar as comunicações dos alemães e que ficariam muito poucos alemães depois dos bombardeamentos. Mas o que fizeram foi proteger-se nas trincheiras. Quando o bombardeamento acabou, saíram, montaram as metralhadoras e dizimaram os nossos", contou Horace Ham, soldado do exército britânico.

A Primeira Guerra Mundial, em particular a frente ocidental, ficou para sempre ligada à imagem das trincheiras. Uma forma de fazer guerra que não voltou a ser usada nesta escala.

Georges Luce, veterano francês, lembra como era a vida nas trincheiras: "Podíamos, por exemplo, estar na trincheira a jogar às cartas e o nosso parceiro morrer de repente num bombardeamento. Acabou, morreu. Já não dávamos uma importância extraordinária à perda de alguém. Era uma vida impossível. Tínhamos piolhos, não nos lavávamos e, no inverno, a trincheira era um amontoado de lama".

Alguém disse que esta guerra seria a maior, mas também a última. Estava, soubemos poucos anos depois, irremediavelmente errado.

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