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Cimeira para a estabilidade na Líbia

Cimeira para a estabilidade na Líbia
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Há mais de sete anos que a Líbia vive uma guerra civil.

Esta segunda-feira, as diversas fações que lideram o país juntam-se numa conferência em Palermo, na Sicília, com o objetivo de tentar progredir nas negociações que levem à estabilidade no país.

Uma conferência que se realiza depois do enviado especial da ONU para a Líbia ter apresentado um novo plano que prevê eleições no país na próxima primavera.

Mas os líbios não estão muito confiantes no resultado do encontro.

Mohamed Ramadan, residente em Tripoli diz que "o povo líbio não está a beneficiar nada. Os partidos reúnem-se em Itália, na Áustria, na Suíça, na Tunísia, em Shkirat, nós queremos alguma coisa que ajude o povo, mas não veio nenhum benefício. Os únicos que ganharam foram os partidos, os políticos e as suas famílias. O resto do povo é oprimido. Os bancos estão a abarrotar, os cemitérios estão cheios, está tudo cheio, onde quer que vá, há multidões."

Os analistas consideram que esta conferência vai ser apenas um exercicio político, já que não há uma agenda verdadeira ou pública do encontro.

Sami El-Atrash considera que "apesar da presença de figuras consideradas importantes na cena política, independentemente de serem a favor ou contra, não acho que vão apresentar algo de novo ou de valor, é quase uma reunião política no seguimento do que foi feito em Paris, mas não deve ir além disso. Porque qualquer reunião para resolver a crise líbia deve estar de acordo com as regras e metodologia específicas, caso contrário, é apenas um desperdício de tempo e esforço."

Na quinta-feira, o enviado especial da ONU para a Líbia, Ghassan Salamé apelou à unidade da comunidade internacional nesta crise, uma vez que diferentes países apoiam diferentes fações líbias em função dos seus interesses comerciais.

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