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Rússia critica eleições para presidência da Interpol

Rússia critica eleições para presidência da Interpol
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O comando da Interpol passou para as mãos de Kim Jong Yang e logo as vozes da Rússia se fizeram ouvir. O Kremlin tinha um candidato e acusa a organização internacional de ter sido permeável a críticas. Vários países do Ocidente tinham já, por sua vez, apontado o dedo à Rússia e à ingerência de Moscovo na Interpol.

Apesar da troca de acusações. a Organização Internacional de Polícia Criminal garante a transparência da instituição.

"Não importa a nacionalidade do presidente, isso não afeta a neutralidade da Interpol e a independência da nossa organização. Deixe-me ser claro, os membros do comité executivo, incluindo o presidente, não têm absolutamente nenhum envolvimento ou influência na avaliação do grupo de trabalho ou no processo de tomada de decisão. Nenhum", declarou o secretário-geral da Interpol, Jurgen Stock.

Antes das eleições desta quarta-feira, Alexander Prokopchuk foi acusado por vários países de ser uma marioneta de Putin e usar indevidamente o sistema da Interpol para a captura de dissidentes russos e opositores ao Kremlin.

Moscovo diz-se vítima de uma campanha difamatória. "Houve uma pressão coordenada - e a imprensa ocidental escreve abertamente sobre isso - uma pressão coordenada pelos Estados Unidos e a Grã-Bretanha para não permitir a eleição do candidato russo. Eu não podia deixar de notar - tal como certamente os espectadores - que houve uma massiva e ruidosa campanha anti-russa, com elementos - eu diria - de esquizofrenia", afirmou, em entrevista à Euronews, o embaixador da Rússia para a União Europeia, Vladimir Chizhov.

As autoridades russas culpam as potências ocidentais por se intrometerem nas eleições, mas tudo são águas passadas. O Kremlin lamenta a pressão, mas não contesta os resultados.