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Veto de Espanha põe em causa "Cimeira do Brexit"

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Veto de Espanha põe em causa "Cimeira do Brexit"
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Depois de meses de negociações, o Brexit parece ter encalhado no estreito de Gibraltar.

Em vésperas da cimeira extraordinária em Bruxelas, União Europeia e Reino Unido ultrapassaram todos os obstáculos para chegar a um acordo de divórcio. Todos, menos um. Madrid exige garantias sobre o destino do enclave britânico, após a retirada a 29 de março de 2019, e prepara-se para se opor ao acordo, caso o direito ao veto nas futuras negociações sobre o território não fique assegurado por escrito.

"Relativamente a Gibraltar tenho a dizer que as garantias não são suficientes. Insisto, as garantias ainda não são suficientes e, portanto, Espanha mantém o veto ao acordo do Brexit. Se não há acordo é evidente que o que vai acontecer é que muito provavelmente o Conselho Europeu não se vai realizar", declarou o presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, depois de já ter recorrido ao Twitter para anunciar, em espanhol e inglês, as divergências.

Também do lado do Reino Unido, Theresa May é confrontada com a possibilidade de alterações ao acordo. Um cenário já rejeitado pela primeira-ministra britânica, que se recusa a renegociar o Brexit, caso o parlamento britânico não aprove a versão atual.

"Acho que se o acordo não se concretizar, o que acontece é que voltamos ao início. Acredito que, se voltássemos à União Europeia e disséssemos 'bem, as pessoas não gostaram do acordo, podemos ter outro? ', não vamos conseguir ... ´Não acho que venham ter connosco e digam 'vamos dar-vos um acordo melhor'", afirmou May, numa sessão de perguntas e respostas com o público de uma estação de rádio da BBC.

Os britânicos mantêm contudo o sentido de humor. Aproveitando a black friday, defensores de um segundo referendo abriram uma loja de produtos fictícios para fazer o "pior negócio de sempre".