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Investigadores desenvolvem viseira cirúrgica revolucionária

Investigadores desenvolvem viseira cirúrgica revolucionária
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As técnicas cirúrgicas e a realidade aumentada são dois campos que estão cada vez mais interligados.

Na Universidade de Pisa, em Itália, investigadores do projeto Vostars trabalham para desenvolver um novo tipo de viseira cirúrgica, uma tentativa de melhorar a precisão das intervenções e reduzir o tempo de cirurgia em pelo menos 11%.

"A realidade é, naturalmente, o campo operatório, a anatomia que está à frente do cirurgião. Sobre essa realidade, inserimos uma informação virtual que é adquirida a partir das imagens radiológicas do paciente. Basicamente, não é apenas um dispositivo facilitador mas, em alguns casos, é, também, um dispositivo que possibilita. A visualização de uma informação que não se consegue ver diretamente permite que se façam intervenções que, de outra forma, não seria possível fazer," revelou o Coordenador do Projeto Vostars e Engenheiro Biomédico da Universidade de Pisa, Vincenzo Ferrari.

A viseira será capaz de sobrepor informações em 3D em perfeito uníssono com a anatomia dos pacientes. Uma característica que é fundamental para os cirurgiões.

"Na nossa atividade, muitas vezes temos que reposicionar partes do esqueleto facial para corrigir, por exemplo, uma malformação: ser capaz de visualizar no paciente as indicações necessárias para inserir um elemento numa nova posição, garantindo simetria, é uma ajuda inestimável," afirmou o cirurgião maxilofacial do Hospital Universitário de Sant'Orsola, Bolonha, Giovanni Variali.

A viseira cirúrgica do projeto Vostars vai passar por testes clínicos em Itália e na Alemanha, até ao final de 2019, e deverá estar disponível para os utilizadores finais em 2022.