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Tiroteio em Estrasburgo provoca três mortos e 13 feridos

Estrasburgo em estado de alerta máximo com autor de tiroteio em fuga
Estrasburgo em estado de alerta máximo com autor de tiroteio em fuga -
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REUTERS/Christian Hartmann
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Um homem abriu fogo pelas 19h50 (menos uma hora, em Lisboa) no mercado de Natal de Estrasburgo, no nordeste de França.

O tiroteio provocou 16 vítimas, entre elas três mortos e 13 feridos, informou pela manhã a autarquia local, já depois de ter reduzido o balanço de vítimas mortais para duas e de novo repondo as três, estando uma em morte cerebral.

A França agravou o plano antiterrorismo "Vigipirate" para o nível mais alto, "Emergência de Atentado", e reforçou o o dispositivo militar da operação "Sentinela", ativada desde os ataques em Paris em novembro de 2015.

O suspeito pelo tiroteio desta terça-feira já foi identificado. Trata-se de um homem de 29 anos, natural de Estrasburgo, com cadastro ligado à pequena delinquência local, mas também classificado com um ficheiro “S” pelas autoridades francesas, o que significa a suspeita de ligações a indivíduos ou a movimentos islâmicos radicais (jiadistas) e de ser um potencial terrorista.

A polícia francesa tinha-se deslocado a casa do suspeito durante a manhã para o deter na sequência de um delito comum mas o indivíduo não estava no domicílio.

O atacante terá sido atingido por militares que faziam a patrulha de segurança no centro de Estrasburgo, ao abrigo da operação "Sentinela", ativa desde os atentados terroristas de Paris, altura em que foi decretado o estado de emergência em França.

Esse alto nível de alerta foi desativado há meses, mas o país permanece, no entanto, em estado de alerta máximo.

Esta terça-feira à noite, o ministro do Interior Christophe Castaner decidiu agravar o nível do plano "Vigipirate" para "Emergência de Atentado", reforçando os controlos de fronteiras e apertando a segurança em todos os mercados de Natal a decorrer em França, para prevenir eventuais imitações do eventual ataque de Estrasburgo.

O nível "Emergência de Atentado" permite a implementação de uma célula de crise e o encerramento de vias de comunicação.

O tiroteio ocorreu numa altura em que o Parlamento Europeu estava repleto de eurodeputados e funcionários. Tal como outras pessoas no resto da cidade, quem estava na instituição europeia recebeu indicação para permanecer no local até nova ordem.

Ainda não é claro se este tiroteio se tratou de facto de um atentado ou se o suspeito apenas respondeu a tiro à perseguição policial que lhe estaria a ser feita desde manhã devido a à sispeita de ter cometido mais um delito comum, pelos quais já era conhecido das autoridades.

O homem terá "semeado o terror em três pontos da cidade" de Estrasburgo, precisou Christophe Castaner, indicando a rua Des Orfèvres, a praça Gutenberg e a ponte do Corbeau.

O eurodeputado italiano Marco Afronte andava a passear pelo mercado de Natal de Estrasburgo quando ocorreram os primeiros disparos e contou à euronews o que viveu.

"Eu andava pelo mercado de Natal quando ouvi alguns tiros. Cerca de cinco ou seis. Não me apercebi logo que se tratava de tiros, mas vi duas pessoas no chão e muitas pessoas a gritar e a começarem a fugir. Por isso também corri. Toquei à campainha de uma porta e ainda estou nessa casa à espera que a situação acalme para poder voltar ao meu hotel", disse-nos Marco Afronte poucas horas após o tiroteio.

O eurodeputado português Nuno Melo estava a cerca de 400 metros do local do tiroteio.

O eurodeputado pelo CDS-PP contou à SIC ter-se apercebido "apenas de pessoas a fugir em pânico e de muitas sirenes de carros da polícia a circular em vários sentidos". O eurodeputado refugiou-se "num hotel da cidade."

O mercado de Natal de Estrasburgo vai estar encerrado esta quarta-feira, todos os espetáculos previstos na cidade foram anulados, mas as escolas vão estar abertas, embora com as aulas suspensas.

Todas as concentrações estátiscas de pessoas e manifestações estão interditas na cidade.

Cerca de 350 agentes da polícia e da guarda nacional (gendarmerie) estão mobilizadas na caça ao homem, apoiados por dois helicópteros, pelas Brigadas de Busca e Intervenção (BRI, na sigla original) e pelas unidades de elite de Busca, Assistência, Intervenção e Dissuasão (RAID).