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Pai da criança migrante que morreu pede uma investigação objetiva

Pai da criança migrante que morreu pede uma investigação objetiva
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Foi levantada uma investigação para averiguar a morte de Jakelin Caal, a criança de sete anos que perdeu a vida depois de chegar à fronteira dos EUA.

A menina fazia parte de uma das caravanas de migrantes. Proveniente da Guatemala, Caal e o pai arriscaram tudo para chegar aos EUA.

Quando chegaram à fronteira entre o México e os EUA, Jakelin Caal sentiu-se mal e foi examinada. Mais tarde, foi transportada para o Hospital de El Paso, no Texas, onde acabou por morrer.

Várias versões da causa da morte foram divulgadas mas o pai insiste que o estado de saúde da filha só ficou condicionado com a falta de cuidados básicos na fronteira com os EUA.

"O pai cuidou da filha e certificou-se de que ela estava a comer e a beber água. Ao chegar à fronteira para receber asilo, foram detidos quase imediatamente." admitiu Ruben Garcia, o diretor da Casa da Anunciação, uma associação no Texas que acolhe refugiados. "Caal não sofreu com falta de água ou comida antes de chegar à fronteira.", disse.

Os primeiros relatórios da alfândega dos EUA revelavam que Caal teria morrido de desidratação. Mais tarde, o Hospital de El Paso, no Texas, admitiu uma outra causa da morte: paragem cardíaca pós falência do fígado.

Na fronteira, Caal foi examinada por um agente dos EUA. A administração Trump admite que, na avaliação que foi feita a Caal e ao seu pai, a menina não tinha nenhuma contra-indicação médica. As autoridades norte-americanas dizem que na triagem médica feita na fronteira, o pai assinou no formulário de Caal com "Não" na pergunta "Tem alguma doença?".

Um dia depois do departamento de segurança interna dos EUA ter dito que ia investigar a morte, o pai da pequena Caal apelou a uma investigação objetiva.

"A família quer uma investigação objetiva e completa e pede aos investigadores que o que aconteceu seja examinado dentro dos padrões reconhecidos nacionalmente.", disse Ruben Garcia.