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Governo dos EUA em paralisação parcial desde a meia-noite

Governo dos EUA em paralisação parcial desde a meia-noite
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O governo dos Estados Unidos da América está em paralisação parcial desde a meia-noite.

A ausência de acordo entre Câmara dos Representantes, Senado e o presidente Donald Trump ditou a paragem de vários serviços federais por falta de financiamento.

Na raiz da terceira paralisação parcial de 2018 está o polémico muro na fronteira com o México.

Trump exigiu que o Congresso aprove fundos para o muro. Como não houve um entendimento para desbloquear de imediato cinco mil milhões de euros, foi declarado o famoso 'shutdown'.

Trump culpou já os democratas pela paralisação, algo que disse há uma semana que não iria fazer.

"Não há nada que possamos fazer, porque precisamos que os democratas nos deem os seus votos. Podem chamar isto uma paralisação democrata, podem chamar o que quiserem... Vamos avançar, vamos trabalhar juntos, de forma bipartidária e chegar a uma solução. Vamos acreditar que a paralisação não durará muito", afirmou.

Este bloqueio é visto por Trump como uma última oportunidade para levar por diante uma das suas promessas de campanha mais conhecidas. O líder da Casa Branca - que partilhou várias publicações no Twitter sobre o tema - considera esta obra essencial para assegurar a proteção da fronteira com o México, contra imigrantes ilegais e o tráfico de droga.

O líder democrata no Senado, Chuck Schumer, e a líder democrata da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, afirmaram que Trump "conseguiu o que queria", depois de ameaçar a paralisação por diversas vezes.

Os democratas alegaram que o muro é "ineficaz e caro" e sublinharam que Trump "convenceu os republicanos a empurrar a nação para uma destrutiva paralisação" na quadra natalícia. Pelosi e Schumer avançaram ainda que, se o impasse não for resolvido, os democratas vão aprovar uma lei que permita a reabertura dos serviços governamentais assim que assumam a maioria da Câmara dos Representantes em janeiro.

O Congresso volta a reunir-se na tarde deste sábado (17h00 em Lisboa) para discutir um eventual acordo.