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Chuva ameaça zonas mais afetadas pelo tsunami

Chuva ameaça zonas mais afetadas pelo tsunami
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reuters
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Quem olha para a costa de Banden, a costa mais afetada pelo tsunami, vê, de longe, uma massa escura de água no céu, a qual significa uma tempestade que se aproxima.

A chuva decidiu não dar tréguas aos indonésios que perderam tudo no tsunami que invadiu a costa no sábado. Os sobreviventes vêem-se agora obrigados a abandonar tudo e a fugir para zonas mais seguras.

Muitos vão de ferry para outras ilhas do estreito, como foi o caso de centenas de pessoas que desenbarcaram na ilha de Sebesi.

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Sobreviventes a sairem das zonas afetadas pelo tsunamiReuters

Mas houve quem ficasse do outro lado, a tentar recuperar o que sobreviveu ao elevado nível das águas. Mas o medo que algo aconteça prevalece.

"Estou com medo que um segundo tsunami venha, então decidi refugiar-me num distrito mais seguro. Sinto sempre medo que tudo volta a inundar", disse uma das sobreviventes do desastre à Reuters.

Enquanto a chuva não pára, os abrigos da zona ficam cheios.

Centenas de pessoas vêem nos abrigos um teto para dormir depois de terem ficado sem tudo o que tinham: casa, roupas e meios de subsistência.

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Destruição na costa de BandenReuters

Um outro sobrevivente contou que o choque ainda é muito grande.

"Toda a minha família está traumatizada porque a casa ficou totalmente destruída e o barco que usávamos para pescar também", desabafou. Este sobrevivente diz que só vai sair do abrigo "quando parar de chover", para poderem "voltar à normalidade".

Voltar à normalidade que parece longe de acontecer para quem olha para aquele mar de destruição. Um mar, que a chuva não ajuda a dissolver.

Qual a origem do tsunami?

As autoridades acreditam que um deslizamento de terras submarino, ou seja, dentro de água, terá sido a causa da formação do tsunami.

Depois da erupção do vulcão Anak Krakatoa, que fica no estreito de Sunda, um bloco de terra dentro de água terá desprendido e provocado uma ondulação que atingiu a costa em 24 minutos.

Todos os avisos automáticos falharam e as autoridades indonésias chegaram mesmo a dizer à população para manter a calma e que tudo não passava de "uma maré alta".

Não houve tempo para fugir. Sem aviso, ninguém estava preparado para o momento em que a água rompeu terra.

"A onda veio e eu estava a cerca de duas quilómetros de distância da praia e corri para casa." contou um dos sobreviventes no dia em que tudo aconteceu.

Toda a zona da costa ficou em pedaços e todos, desde então, fazem o que podem para ajudar de alguma maneira, desde procurar desaparecidos, assistir os feridos, preparar refeições, e até reunir medicação e dividi-la por todos os que precisam.

Até agora já foi confirmada a morte de pelo menos 430 pessoas; registados 1500 feridos, 159 desaparecidos e mais de 22 mil desalojados.