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Falso alarme de novo tsunami assusta indonésios

Falso alarme de novo tsunami assusta indonésios
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O medo que tudo se repita paira no ar na Indonésia. Um falso alarme fez com que centenas de pessoas da vila de Sumur, na província de Banten, fugissem de uma hipotética onda parecida com aquelas que entraram por terra há três dias.

Os sobreviventes do desastre não arriscaram ficar e até para telhados subiram.

Nada chegou a acontecer e tudo rapidamente voltou ao normal, uma "normalidade" que é, nestes dias, estar atento à atividade vulcânica do vulcão Anak Krakato - que provocou o tsunami - e procurar quem está desaparecido no meio das vilas completamente destruídas.

vídeo da erupção do vulcão filmado no domingo

Indonésia, um país abalado pelos desastres naturais

Só este ano morreram mais de 3000 pessoas alvos da natureza.

Neste tsunami, o balanço de mortos já ultrapassa as quatro centenas (429 - números oficiais)

Além das vítimas mortais, 1400 pessoas ficaram feridas e mais de 150 continuam desaparecidas. Os números continuam a aumentar de dia para dia.

Qual a origem do tsunami?

As autoridades acreditam que um deslizamento de terras submarino, ou seja, um desprendimento de terras dentro de água, terá sido a causa da formação do tsunami.

Depois da erupção do vulcão Anak Krakatoa, que fica no estreito de Sunda, um bloco de terra dentro de água terá desprendido e provocado uma ondulação que atingiu a costa em 24 minutos.

Todos os avisos automáticos falharam e as autoridades indonésias chegaram mesmo a dizer à população para manter a calma e que tudo não passava de "uma maré alta".

Não houve tempo para fugir. Sem aviso, ninguém estava preparado para o momento em que a água rompeu terra.

"A onda veio e eu estava a cerca de duas quilómetros de distância da praia e corri para casa." contou um dos sobreviventes. "Agora não vou para casa porque está cheio de água", disse. "Se outras pessoas forem para casa, nós também vamos".

Toda a zona da costa ficou em pedaços e todos fazem o que podem para ajudar de alguma maneira, desde a procurar os desaparecidos, assistir os feridos, preprar refeições, e até reunir medicação e dividi-la por todos que precisam.

"O que precisamos mais é roupa e comida instantânea, porque as pessoas fugiram sem ter a hipótese de se precaver." , contou aos jornalistas um dos sobreviventes, que agora pôs as mãos ao trabalho.

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