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Após ataque, Museu Judaico aposta no diálogo cultural

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Após ataque, Museu Judaico aposta no diálogo cultural
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Já passaram quase cinco anos desde o ataque terrorista ao Museu Judaico, em Bruxelas, de que é suspeito o extremista islâmico francês Mehdi Nemmouche.

Queríamos que este museu fosse um lugar onde as comunidades podem conviver

Chouna Lomponda Porta-voz Museu Judaico de Bruxelas

Cerca de um minuto e meio de disparos com pistola e metralhadora causaram a morte a um casal de turistas israelita, a um funcionário belga e a uma voluntária francesa, a 24 de maio de 2014.

Mehdi Nemmouche começou a ser julgado, quinta-feira, na capital belga, bem como um outro francês acusado de cumplicidade por ter fornecido as armas.

A porta-voz do museu, Chouna Lomponda, disse à euronews sentir-se particularmente emocionada: "É um dia muito emotivo, mas é também o dia em que podemos dizer que nos aproximamos da verdade, da justiça e da responsabilidade".

Mais de 100 pessoas prestarão testemunho no julgamento que conta com a presença das famílias das vítimas e dos líderes da comunidade judaica.

O museu procurou virar a página, usando a cultura para promover o diálogo entre as várias comunidades.

"Após o ataque, tivemos um período de luto e fechámos o museu. Quando reabrimos, entre o público havia pessoas curiosas, pessoas que queriam mostrar solidariedade,mas era um público muito alargado. Tentámos encorajar uma reflexão sobre o tema da abertura. Queríamos, mais do que nunca, que este museu fosse um lugar onde as comunidades podem conviver", afirmou Chouna Lomponda.

A mais recente exposição temporária, dedicada ao fotógrafo norte-americano judeu Leonard Freed, segue essa lógica, com o título "Fotografando a Desordem Mundial".