A chefe do Governo britânico apresenta, esta segunda-feira, na Câmara dos Comuns, as medidas alternativas após o acordo negociado com a União Europeia (UE) ter sido rejeitado pelos deputados.
A primeira-ministra britânica, Theresa May, continuou, domingo, os contactos com os ministros tendo em vista a apresentação do "plano B" do Brexit. Uma tentativa de reunir apoios que permitam ter a aprovação a 29 de janeiro.
A chefe do Governo apresenta, segunda-feira, na Câmara dos Comuns, as medidas alternativas após o acordo negociado com a União Europeia (UE) ter sido rejeitado pelos deputados numa votação realizada na última terça-feira.
A crise do Brexit aprofundou-se com a polarização da Câmara dos Comuns, onde May não tem maioria e precisa do apoio dos dez deputados do Partido Democrático Unionista (DUP) da Irlanda do Norte para aprovar as leis.
Na rua, a divisão é notória:
"Pessoalmente, eu quero permanecer na União Europeia. A minha preocupação é a saída e o seu impacto económico," afirma um popular.
"Temos de fazer o que votámos, estar fora e depois planear. Isto está a afetar os negócios de todos, os meios de subsistência de todos. Temos de fazer o que já foi escolhido," considera uma senhora.
"Acho que foram os políticos que provocaram a confusão. A maioria dos políticos naquele prédio quer permanecer. Estão a fazer tudo o que podem para fazer com que isso aconteça," considera um homem.
Downing Street considera que é "vital" que a Câmara dos Comuns cumpra o resultado do referendo de 2016, no qual os britânicos votaram a favor de deixar a União Europeia (UE).