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Arrancou o julgamento mais esperado em Espanha

Arrancou o julgamento mais esperado em Espanha
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Arrancou o julgamento mais esperado em Espanha. O processo independentista catalão começou esta terça-feira a ser julgado no Supremo Tribunal, com 12 dirigentes acusados de estarem envolvidos na tentativa de secessão da Catalunha em outubro de 2017.

"Hoje muitas pessoas na Catalunha e acredito que noutras áreas do Estado sentem uma imensa dor, por ver estes homens e mulheres sentados nos bancos dos réus. Mas vamos ver também dignidade. Doze homens e mulheres dignos que a única coisa que fizeram foi pôr nas mãos dos Catalães o seu futuro", afirmou o presidente do Parlamento catalão, Roger Torrent.

As penas pedidas pelo Ministério Público vão até aos 25 anos de prisão, por delitos de rebelião, sedição, desvio de fundos e desobediência.

O ex-presidente do Governo regional da Catalunha, Carles Puigdemont, é o grande ausente do processo. Fugiu para a Bélgica e esta terça-feira deu uma conferência de imprensa em Berlim. "Quero perguntar também às instituições europeias por que é que a União Europeia está mais preocupada com o que está a acontecer, por exemplo, na Venezuela, do que o que está a acontecer em Madrid hoje. Temos de ouvir também vozes claras da União Europeia, uma vez que defendem Direitos Humanos e valores fundamentais em todo mundo, porque é o seu dever", realçou Puigdemont.

O partido de extrema-direita Vox apresenta-se como a "acusação popular" neste processo, uma particularidade do sistema jurídico espanhol.

"O facto de que precisamente hoje esteja sentado no público e não no banco dos acusados o presidente do governo regional, Joaquin Torra, é uma demonstração de que o golpe continua vivo, especialmente depois de há várias semanas ter dito que não havia volta atrás e que apostava pela via eslovena, que é uma via violenta, e portanto, que conspirasse publicamente para continuar com a rebelião separatista", afirmou o líder do Vox, Santiago Abascal.

A sentença deve ser conhecida antes das férias do verão.