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Conferência em Varsóvia para pressionar Irão

Conferência em Varsóvia para pressionar Irão
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Agencja Gazeta/Slawomir Kaminski via REUTERS
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Representantes de 60 países reuniram-se na capital polaca, Varsóvia, para uma conferência destinada a promover "a paz e a segurança no Médio Oriente". Mas o encontro, animado pelo primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu e pelo vice-presidente norte-americano, Mike Pence, tem um objetivo primordial.

Lukasz Fyderek, Instituto do Médio Oriente, Universidade Jaguelônica de Cracóvia: "A conferência é parte de um esforço para exercer o máximo de pressão sobre o Irão. E, nesse sentido, o que é preciso na perspectiva de Washington é uma melhor coordenação entre os seus aliados no Médio Oriente, nomeadamente Israel e a Arábia Saudita."

Teerão não recebeu um convite para o encontro e são poucos os responsáveis europeus de primeiro plano presentes, refletindo a inquietude face a linha dura dos Estados Unidos, que sob Donald Trump viraram as costas ao acordo sobre o nuclear concluído em 2015.

Michal Chorosnicki, Departamento de Estratégia das Relações Internacionais, Universidade Jaguelônica de Cracóvia: "O Irão aceitaria certamente o convite, mas então nem os Estados Unidos nem Israel viriam, afirmando que não se sentariam na mesma mesa que terroristas."

No exterior do Castelo Real de Varsóvia, onde decorre a conferência, centenas de membros da diáspora iraniana aproveitaram para se manifestar por uma mudança de regime em Teerão.

Zbigniew Lewicki, Instituto Polaco de Assuntos Internacionais: "A ausência da Rússia é toda outra história: a rivalidade pela influência no Médio Oriente com os Estados Unidos. Tentam organizar a sua própria conferência, o que é infantil e contraproducente. Não vir a esta conferência é ficar alheio ao importante rumo dos acontecimentos."

A Polónia, anfitriã, esforçou-se por frisar que o encontro não está focado unicamente no Irão, mas desde o arranque, a polémica ficou instalada.

Leszek Kablak, euronews: "Falar sobre paz e segurança no Médio Oriente é uma coisa. Mas outra muito mais difícil é implementar qualquer compromisso. Sobretudo quando entre os decisores, falta a Rússia, o Irão e a Palestina."