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Cimeira de Visegrado cancelada em Israel

Cimeira de Visegrado cancelada em Israel
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A cimeira do grupo de Visegrado, prevista para esta semana em Jerusalém, foi cancelada após a decisão da Polónia de não participar devido a uma controvérsia com Israel, anunciou hoje o primeiro-ministro checo.

Andrej Babis disse que a reunião será substituída por “discussões bilaterais entre cada país”.

Antes, a Polónia tinha anunciado que não participaria na cimeira de países da Europa Central em Israel após acusações de antissemitismo dos polacos feitas pelo novo chefe da diplomacia israelita.

“As palavras dele são inaceitáveis não apenas na diplomacia, mas para mim são inaceitáveis em qualquer lugar público. A Polónia foi a nação que mais sofreu, junto com judeus e ciganos durante a Segunda Guerra Mundial", disse o primeiro-ministro, Mateusz Morawiecki, aos media polacos.

Foi uma primeira reação às declarações de Netanyahu, citadas na imprensa do seu país acerca do papel dos polacos no Holocausto e que foram depois desmentidas pela embaixada de Israel. Mas o caso não ficou encerrado devido a declarações do novo ministro dos Negócios Estrangeiros israelita, Israel Katz, no domingo à noite.

Katz declarou à emissora israelita i24 que “numerosos polacos colaboraram com os nazis e, como disse (o antigo primeiro-ministro israelita) Yitzhak Shamir, ‘os polacos sugam o antissemitismo com o leite da mãe’”.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, procurava recolher apoios para o país com a cimeira de quatro nações que são vistas como uma minoria de bloqueio na União Europeia.

Apesar do incidente diplomático, Benjamin Netanyahu veio denunciar uma vez mais novas formas de antissemitismo.

"Vemos também um novo tipo de antissemitismo. Os esforços maliciosos para demonizar o Estado judeu, negam ao povo judeu - e somente ao povo judeu - o direito à autodeterminação na nossa pátria ancestral. Penso que temos de o dizer de forma muito simples e clara: o anti-sionismo é a nova forma de antissemitismo".

A última semana foi aliás, fértil, em manifestações associadas a antissemitismo, com o protesto dos coletes amarelos em França e uma marcha que reuniu centenas de extremistas em Sófia, na Bulgária.