Sondland: "Não estamos preocupados com as ameaças russas"

Sondland: "Não estamos preocupados com as ameaças russas"
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Andrei Beketov/euronews: É nosso convidado o embaixador dos EUA para a União Europeia (UE), Gordon Sondland. Acabou de chegar de uma visita à Ucrânia. Como avalia o grau de tensão entre a Ucrânia e a Rússia?

Gordon Sondland/Embaixador EUA para UE: Há claramente uma tensão por parte dos ucranianos que querem viver numa democracia pacífica. Existe um medo constante da ameaça de influência maligna russa, que parece não diminuir.

Andrei Beketov/euronews: O Congresso dos EUA acaba de publicar o esboço de um novo projeto de lei visando a Rússia com sanções adicionais. Quais são as mais importantes?

Gordon Sondland/Embaixador EUA para UE: O objetivo de quaisquer sanções é, em primeiro, lugar, travar o mau comportamento, corrigir o mau comportamento. Esperamos que faça com que a Rússia volte a respeitar a integridade territorial dos países livres, que permita que os países levem a cabo eleições livres e justas e que não se intrometa nos seus assuntos internos.

Andrei Beketov/euronews: A Rússia tem alertado os EUA e NATO contra o posicionamento de mais mísseis americanos na Europa.

Gordon Sondland/Embaixador EUA para UE: Não estamos preocupados com as ameaças russas. Penso que a Europa está muito satisfeita pelo facto de os Estados Unidos estarem presentes enquanto um forte aliado, de longa data, que ajuda a garantir a liberdade e a independência, juntamente com os outros parceiros da NATO.

Andrei Beketov/euronews: Até que ponto os EUA e a UE estão alinhados sobre o projeto do gasoduto Nord Streem 2?

Gordon Sondland/Embaixador EUA para UE: Existem alguns países membros da UE que sentem que, sem o gás russo, não conseguirão satisfazer as suas necessidades energéticas. Nós discordamos. Pensamos que existem muitos fornecedores de energia em todo o mundo. Não falo apenas da energia vinda dos EUA. Consideramos que não é bom que alguns Estados-membros queiram colocar a Europa numa posição de vulnerabilidade face à influência russa, em que, potencialmente, a Rússia poderá restringir o fornecimento de gás durante uma situação política mais difícil. Pensamos que esses países não estão a agir no melhor interesse da Europa.