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Parlamento britânico rejeita derradeiro acordo de Theresa May

Parlamento britânico rejeita derradeiro acordo de Theresa May
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REUTERS/Toby Melville
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O parlamento britânico reprovou o acordo para o brexit que Theresa May levou esta terça-feira a votos: 391 votos contra o acordo, 242 a favor.

A derrota da primeira ministra significa uma nova votação: uma saída sem acordo do Reino Unido, agendada para esta quinta-feira.

Não parece haver dúvidas do que acontecerá esta quinta-feira, o mais provável é que os deputados votem contra a saída do Reino Unido sem acordo. Theresa May deverá pedir um adiamento da data do Brexit.

Se os deputados rejeitarem um Brexit sem acordo, haverá uma votação na quinta-feira sobre a extensão do Artigo 50, o que adiaria o "divórcio", marcado para 29 de março.

"Votar por uma extensão não resolve os problemas do governo. A União Europeia vai querer saber se o Reino Unido quer revogar o artigo 50 ou se quer um novo referendo. Essas são escolhas que a Câmara deve enfrentar agora", afirmou a primeira-ministra depois de ser ouvido o resultado.

Corbyn: "Está na hora de ir a eleições"

Jeremy Corbyn, líder do partido da oposição, reagiu imediamente ao resultado da votação. O líder do Partido trabalhista referiu novas eleições a pedir o afastamento da primeira-ministra britânica do cargo.

"A primeiro-ministra afastou o relógio mas agora o relógio caiu sobre ela", disse Corbyn, concluindo que "está na hora de ir a eleições gerais.".

Jeremy Corbyn afirmou também, no discurso, que "o governo foi derrotado por maioria e deve aceitar que o acordo não tem o apoio da câmara". A oposição voltou a referir que a proposta do Partido Trabalhista "é a alternativa adequada."

Donald Tusk, porta-voz do presidente do Conselho Europeu também reagiu ao resultado

Numa declaração, emitida minutos depois do anúncio, Tusk lamentou o resultado.

“Lamentamos o resultado da votação desta noite e estamos dececionados com o facto do governo do Reino Unido não ter conseguido garantir a maioria para o acordo de retirada acordado por ambas as partes em novembro." escreveu Tusk.

Reuters
Donald tuskReuters

"Do lado da UE, fizemos tudo o que é possível para chegar a um acordo. Dadas as garantias adicionais fornecidas pela UE em dezembro, janeiro e ontem, é difícil ver o que mais podemos fazer. Se houver uma solução para o atual impasse só pode ser encontrado em Londres. A UE, por sua vez, continua a apoiar o acordo de retirada, incluindo o respaldo, que serve para impedir uma fronteira difícil na Irlanda e preservar a integridade do mercado único, a menos e até que arranjos alternativos possam ser encontrados.", escreveu.