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Parlamento Europeu quer suspender adesão da Turquia à UE

Parlamento Europeu quer suspender adesão da Turquia à UE
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O Parlamento Europeu quer suspender oficialmente as negociações de adesão da Turquia à União Europeia. Um relatório aprovado esta quinta-feira sublinha a falta de respeito pelos direitos fundamentais e pelo Estado de direito no país. A relatora do documento, a eurodeputada holandesa Kati Piri, explica os elementos principais do documento.

"Por um lado, diz que a União Europeia deve manter os seus valores. A segunda mensagem no relatório é: como podemos ajudar os democratas na Turquia? Não é hora de os deixar sozinhos."

Os eurodeputados mostram-se bastante preocupados com o facto de mais de 150 mil pessoas terem sido detidas depois da tentativa de golpe de Estado falhada de há três anos. Destas, 78 mil acabaram presas por terrorismo, na maioria dos casos, sem provas conclusivas.

A eurodeputada alemã Renate Sommer, do Partido Popular Europeu, considera que a realidade turca, sobretudo em termos democráticos, está demasiado distante da União Europeia.

"Sei que é impossível fazer da Turquia um estado-membro especialmente desde que a nova Constituição entrou em vigor, porque a nova constituição é antidemocrática e isso significa antieuropeia."

A portuguesa Ana Gomes, da Aliança Progressista dos Socialistas e Democratas, concorda e diz que está na altura da União Europeia passar das palavras às ações em relação a Ancara.

"Sou admiradora daqueles que continuam a lutar na Turquia apesar das tremendas ameaças e perigo que vemos. É hora da União Europeia impor um embargo de armas à Turquia"

O relatório condena o encerramento de 160 órgãos de comunicação social, o elevado número de detenções de jornalistas e o bloqueio de mais de mil e 400 páginas de internet. Sublinha também a falta de respeito pela liberdade religiosa, a discriminação contra as minorias e a corrupção no país.

A eurodeputada dos Verdes, Rebecca Harms, considera a votação desta quarta-feira um sinal importante dado à Turquia.

"Para mim, o processo com a Turquia ainda está em aberto, não é o fim, mas é um sinal para aqueles que estão no poder na Turquia, para implementem os princípios democráticos sobre o Estado de direito e os valores que a União Europeia representa".

Um relatório e uma posição do Parlamento conhecidos nas vésperas do Conselho de Associação União Europeia - Turquia que se realiza esta sexta-feira em Bruxelas.