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Câmara dos Comuns rejeita Brexit sem acordo

Câmara dos Comuns rejeita Brexit sem acordo
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Reuters
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Não vai haver Brexit sem acordo. O Parlamento britânico aprovou a moção defendida por Theresa May que impede que o Reino Unido deixe a União Europeia sem a aprovação de um acordo com Bruxelas.

Além da própria moção de May, foi aprovada uma emenda que estabelece que a saída sem acordo não deve ser feita em qualquer circunstância. O governo vai agora propor que o Brexit seja adiado da data prevista, que era 29 de março, para o dia 30 de junho, se até 20 de março a Câmara dos Comuns conseguir aprovar o pacto que foi já rejeitado duas vezes. A primeira-ministra tem agora o lugar em perigo, já que esta aprovação pode depender da saída de May.

"A Câmara dos Comuns tem de entender e aceitar que, se não quiser apoiar um acordo nos próximos dias e não quer uma saída sem acordo no dia 29 de março, isso sugere que vai ter de haver um largo adiamento da aplicação do artigo 50, que significa que o Reino Unido vai participar nas eleições para o Parlamento Europeu em maio deste ano. Não penso que esse seja o melhor resultado, mas o parlamento tem de enfrentar as consequências das decisões que tomou", disse a primeira-ministra.

O líder da oposição, o trabalhista Jeremy Corbyn, aproveita para culpar a primeira-ministra. Para, é por causa de Theresa May que ainda não se encontrou uma solução: "Se uma extensão do Artigo 50 é agora inevitável, a responsabilidade dessa extensão é única e exclusivamente da primeira-ministra. Mas fazer isso sem ter um objetivo claro não é uma solução. O parlamento tem de controlar a situação", disse Corbyn.

O acordo para as relações futuras entre Londres e Bruxelas, que o governo britânico negociou com as instituições europeias, foi rejeitado duas vezes pela Câmara dos Comuns, incluindo na última terça-feira. O gabinete de May confirmou, segundo a agência Reuters, que encetou novas negociações com o Partido Democrático Unionista da Irlanda do Norte, para que o acordo seja aprovado. Segundo o site Buzzfeed, os deputados afetos ao European Research Group (ERG), fação conservadora liderada por Jacob Rees-Mogg, estão dispostos a aprovar o acordo, mas apenas na condição de May entregar as chaves do número 10 da Downing Street.