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PAIGC garante coligação com maioria absoluta

PAIGC garante coligação com maioria absoluta
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PAULO CUNHA/EPA via LUSA
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O PAIGC já faz festa nas ruas de Bissau. O histórico partido guineense foi o mais votado nas eleições de domingo passado. A vitória do PAIGC abre a porta ao fim de 4 anos de governos de iniciativa presidencial na Guiné-Bissau.

Em 2015, o Presidente José Mário Vaz, demitiu o governo de Domingos Simões Pereira - que tinha maioria absoluta no parlamento. Uma marca que o PAIGC não conseguiu alcançar desta vez. De acordo com a Comissão Nacional de Eleições, o partido teve 47 dos 102 mandatos.

Para garantir a maioria, Domingos Simões Pereira assinou vários acordos de coligação, sendo o mais expressivo com a Assembleia do Povo Unido, de Nuno Gomes Nabiam, partido que garantiu 5 deputados.

Os resultados provisórios oficiais dão 47 dos 102 mandatos do parlamento para o PAIGC, um número a que se somam os eleitos dos partidos que celebraram acordos com deputados eleitos pela Assembleia do Povo Unido - Partido Democrático da Guiné-Bissau (5 deputados), União para Mudança (1 deputado) e Partido da Nova Democracia (1 deputado).

"O PAIGC aceita os resultados e está preparado para governar nos próximos quatro anos, num quadro de estabilidade com os partidos aliados e todos os que defendem os princípios democráticos, colocando mais uma vez os interesses da Guiné-Bissau acima de quaisquer outros interesses", salientou Domingos Simões Pereira.

Referindo-se ainda aos resultados obtidos pelo PAIGC, Domingos Simões Pereira disse que quem ficou "desiludido ou frustrado com a escassez de resultados" é porque não compreendeu a natureza do combate que está a ser feito.

Em segundo e terceiro lugar ficaram, respetivamente o Movimento para a Alternância Democrática (27 deputados) e o Partido da Renovação Social (21 deputados) que anunciaram na terça-feira um acordo de governo, na expectativa de governarem.

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