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Requerentes de asilo atacados por residentes de Vilia

Dezenas de residentes de Vilia revoltam-se contra a presença de migrantes
Dezenas de residentes de Vilia revoltam-se contra a presença de migrantes
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Um grupo de 90 migrantes, a maioria oriunda da Síria e do Iraque, foi atacado em Vilia, uma vila grega cerca de 70 quilómetros a noroeste de Atenas.

Contra a presença dos refugiados na localidade, alguns residentes de Vilia promoveram um protesto inicialmente pacíficio, mas que se tornou agressivo junto ao hotel onde estão hospedados os migrantes.

A Euronews esteve no local, ouviu os dois lados do sucedido e teve acesso a alguns vídeos amadores registados pelos migrantes.

Um requerente de asilo, de 21 anos e oriundo do Iémen, que preferiu manter o anonimato, contou-nos o que viu: "Algumas pessoas gregas reuniram-se diante do hotel Verori e atacaram. Partiram portas e janelas, e invadiram o hotel. Atacaram migrantes oriundos da Palestina e da Síria. Agrediram um senhor mais velho e os dois filhos dele."

O requerente de asilo iemenita contou-nos ainda que "os migrantes estão assustados e não sabem o que pensar."

"A maioria não quer deixar o hotel. As mulheres nem sequer vão ao supermercado. Não podemos viver assim. Não estamos numa prisão", reclamou o migrante

Alexis Galatis reside em Vilia, tem 30 anos e gere um café. Era um dos manifestantes antimigrantes junto ao hotel Verori e reconhece que o protesto se descontrolou.

"Começamos a nossa manifestação de forma pacífica. Não somos terroristas. Queríamos saber quem eram os migrantes e de onde vinham. Éramos cerca de 70 pessoas. De repente, alguns do nosso grupo perderam a calma e atacaram os migrantes. Foi uma atitude muito estúpida e nós perdemos o controlo da situação", admitiu.

O correspondente da Euronews em Atenas, Apostolos Stiakos, deslocou-se a Vilia para apurar o sucedido e conta-nos que "esta não é a primeira vez que comunidades locais se revoltam contra a presença de migrantes" e cita uma das alegadas responsáveis pela passividade na proteção dos requerentes de asilo.

"Neste caso estamos a falar de um ataque violento. Tentámos várias vezes contactar a presidente da câmara de Mandra-Eidylia, mas ela nunca atendeu as nossas chamadas", lamentou o nosso jornalista.