Críticas à posição de Trump acerca dos Montes Golã

Críticas à posição de Trump acerca dos Montes Golã
Direitos de autor REUTERS/Amir Cohen/Arquivo
De  Rodrigo Barbosa com AFP / EFE / Reuters
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Da França à Alemanha, passando pela Arábia Saudita e pelo Koweit, multiplicam-se as críticas à decisão de Donald Trump de reconhecer a soberania de Israel sobre os Montes Golã

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França e Alemanha são apenas alguns dos países europeus que rejeitaram o apelo de Donald Trump ao reconhecimento da soberania de Israel sobre os Montes Golã.

As críticas contra o presidente norte-americano têm-se multiplicado não só entre países "rivais", como a Rússia e o Irão, mas também de aliados no Médio Oriente, como a Arábia Saudita ou o Koweit, que disseram "lamentar" a posição de Trump num comunidado conjunto do Grupo de Cooperação do Golfo, que integram.

Num encontro da Organização de Cooperação Islâmica, o presidente turco Recep Tayyip Erdogan afirmou que "os comentários infelizes [de Trump] empurraram a região para o limiar de uma nova crise. Não se pode permitir a legitimização da ocupação dos Montes Golã".

A polémica foi lançada através de uma publicação na rede social favorita do presidente norte-americano, o Twitter, onde disse que "chegou o momento de reconhecer totalmente a soberania de Israel sobre os Montes Golã".

Uma declaração feita no rescaldo da visita do secretário de Estado Mike Pompeo a Israel.

Questionado numa entrevista televisiva sobre se "há uma relação com a reeleição do [primeiro-ministro israelita Benjamin] Netanyahu", Trump afirmou que não sabe "nada acerca disso" e que ouviu dizer que "ele se está a dar bem" e que imagina que "do outro lado, seja quem for que está contra ele, também será a favor da posição tomada".

Israel conquistou em 1967 à Síria uma grande parte dos Golã, que anexou posteriormente por decisão parlamentar em 1981. Mas a anexação nunca foi reconhecida pela comunidade internacional.

Face à posição de Trump, Damasco prometeu recuperar o território perdido durante a Guerra dos Seis Dias.

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