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Protestos intensificam-se nas principais cidades argelinas

Protestos intensificam-se nas principais cidades argelinas
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Por vezes, parece quase uma celebração, mas as centenas de milhares de argelinos que voltaram a sair às ruas salientaram que vão continuar a dizer "não" a Abdelaziz Bouteflika e àqueles que o rodeiam.

Os protestos duram há um mês. Bouteflika esteve vinte anos no poder e preparava-se para avançar para um quinto mandato presidencial num país imobilizado por uma crise económica.

As contestações, não só em Argel, mas também em Orã ou em Annaba, fizeram-no recuar.

Apesar de ter adiado as eleições, Bouteflika, que quase deixou de aparecer em público desde que sofreu um derrame cerebral em 2013, não quer sair do poder até que seja aprovada uma nova Constituição.