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Senegal aposta na melhoria do clima de negócios

Senegal aposta na melhoria do clima de negócios
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Nos últimos anos, o Senegal lançou uma série de reformas para favorecer os empresários e melhorar o clima de negócios. A nova fábrica chinesa de têxteis é um dos símbolos do crescimento económico em Diamniadio, uma zona económica especial (ZEE), situada a poucos quilómetros da capital.

A empresa chinesa C&H investiu três milhões e meio de euros no Senegal. A empresa recrutou e formou trezentas pessoas e espera triplicar esse número, até ao final do ano.

A ZEE de Diamniadio espera atrair mais empresas graças a uma política de isenções fiscais, à simplificação das regras aduaneiras e à construção de novas infraestruturas.

"Exportamos 80% da nossa produção. É muito importante para nós ter flexibilidade ao nível das estradas, um porto e um aeroporto acessíveis", afirmou Mohamed Hady Sar, diretor dos recursos Humanos da empresa C&H.

Novas infraestruturas de transporte

Em breve, a zona vai ter uma nova linha de comboio que vai ligar Dakar à Diamniadio e que será depois prolongada até ao novo aeroporto Blaise Diagne.

A construção está a cargo da empresa senegalesa Zenith. Graças ao contrato para a construção da via-férrea foram recrutados 120 trabalhadores.

"Este contrato permitiu-nos ter novas encomendas, recrutar pessoas e desenvolver saberes e novas técnicas de fabrico", disse Alioune Fall, presidente da Zenith.

A simplificação da vida das empresas

A nível administrativo, a empresa senegalesa utiliza um sistema digital de declaração de impostos e pagamentos, um dos eixos de reforma do estado senegalês para facilitar a vida das Pequenas e Médias Empresas (PME).

"Antes era preciso um dia para fazer declarações e pagamentos ao Estado, agora bastam cinco minutos", sublinhou Abdoul Aziz Sakho, contabilista da Zenith.

Para melhorar o clima de negócios no Senegal, o governo criou o novo Tribunal de Comércio de Dakar. Inaugurado há pouco mais de um ano, a estrutura já permitiu resolver mais de 4500 casos.

"Já não esperamos três meses, um ano ou dois anos para resolver um caso. No prazo máximo de três meses, temos uma sentença executória da parte do tribunal", sublinhou a advogada Coumba Seye Ndiaye.

Segundo a Agência de Promoção dos Investimentos no Senegal (APIX), o país está a reformar o código laboral, o setor imobiliário e as leis sobre o financiamento das PME para reduzir os custos para os investidores.

"Confie em nós, venha investir no Senegal, um país que segue uma trajetória de estabilidade que fez reformas que nos permitiram subir 46 lugares no indicador de proteção dos investimentos na classificação Doing Business", exortou Mountaga Sy, presidente da Apix.

Há vários casos de sucesso. Uma empresa indiana investiu 400 milhões de dólares para redinamizar a empresa Indústrias Químicas do Senegal. Depois de ter atravessado graves dificuldades, a companhia senegalesa retomou a rota ascendente.

"Hoje, todas as condições estão reunidas para investir no Senegal e diga-se que há um aspeto extraordinário para um investidor estrangeiro, em particular. O Estado do senegal respeita totalmente os compromissos assumidos com os investidores", garantiu Alassane Diallo, presidente da empresa do setor químico.