Euronews is no longer accessible on Internet Explorer. This browser is not updated by Microsoft and does not support the last technical evolutions. We encourage you to use another browser, such as Edge, Safari, Google Chrome or Mozilla Firefox.

Última hora

Última hora

Imunidade de Guaidó em risco

Imunidade de Guaidó em risco
Direitos de autor
REUTERS/Ivan Alvarado
Tamanho do texto Aa Aa

O Supremo Tribunal da Venezuela pediu o levantamento da imunidade parlamentar do líder da oposição Juan Guaidó, reconhecido como presidente interino por cinco dezenas de países.

A mais alta instância do país, controlada pelo regime do presidente Nicolás Maduro, enviou o pedido à Assembleia Nacional Constituinte, orgão que também está nas mãos do poder.

Guaidó, que é oficialmente o presidente do Parlamento venezuelano, controlado pela oposição, é acusado pelo Supremo Tribunal de não ter respeitado uma proibição de sair do território, ao realizar uma digressão pela Colômbia, Brasil, Paraguai, Argentina e Equador, no fim de fevereiro e início de março.

À frente de mais uma manifestação contra o regime, Guaidó reagiu à decisão da máxima instância afirmando que "os que têm medo são os que usam armas e gás", sublinhando que ele e os seus apoiantes "mostram a cara em todos os momentos, porque não têm medo e vão seguir em frente".

Em teoria, a decisão do Supremo Tribunal poderia permitir que Guaidó fosse levado a tribunal mas, num país onde poder e contrapoder não se reconhecem mutuamente, as consequências são imprevisíveis.

Em resposta aos apagões que têm aprofundado a crise no país, Maduro afastou esta segunda-feira o general que ocupava o cargo de ministro da Energia e a chefia da companhia elétrica estatal, entregando as funções a um engenheiro que, segundo o presidente venezuelano, conta com 25 anos de experiência na indústria.