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Brunei: morte por lapidação para homossexualidade e adultério

Brunei: morte por lapidação para homossexualidade e adultério
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Reuters
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Apesar dos protestos internacionais, a reforma do código penal que prevê a pena de morte para punir a homossexualidade e o adultério entra em vigor esta quarta-feira no sultanato do Brunei.

Neste pequeno território asiático de 450 mil habitante,s a aplicação da charia, a lei islâmica, atinge o paroxismo. A partir de agora a pena para adúlteros e homossexuais é a morte por lapidação. A lei prevê ainda a amputação de uma mão ou de um pé por crimes de roubo.

O Brunei, dirigido de forma autoriária pelo sultão Hassanal Bolkiah, torna-se no primeiro país da Ásia a aplicar a forma mais dura da xaria, como acontece na Arábia Saudita.

A Amnistia Internacional exorta o país a não aplicar a lei, as Nações Unidas e diversos países ocidentais condenaram esta política contrária aos Direitos Humanos.

George Clooney e diversas estrelas do mundo do cinema e da música apelaram ao boicote dos nove hotéis de luxo, em cidades ocidentais, ligados ao sultão.

Diversos observadores vêm nesta aplicação da xaria uma forma de Hassanal Bolkiah reforçar a sua imagem junto das elites mais conservadoras do sultanato, numa altura em que a economia do país, que dependente do petróleo e do gás, dá sinais de abrandamento.