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Boeing lamenta mortos e abranda produção do 737 MAX

Boeing lamenta mortos e abranda produção do 737 MAX
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A Boeing anunciou o abrandamento da produção do avião 737 MAX em cerca de vinte por cento. O fabrico da série 737 vai passar de 52 para 42 aviões por mês, anunciou o presidente da companhia de aviação norte-americana.

A decisão surge na sequência de dois trágicos acidentes envolvendo aeronaves deste modelo, devido a falha numa das funções de segurança do programa de navegação instalado nos 737 Max, modelo que acabou proibido de voar por muitos países, incluindo no espaço aéreo da União Europeia, o que está a provocar uma crescente crise em torno da fabricante.

Dennis Muilenberg, o presidente e diretor executivo (CEO) da Boeing, assumiu-se porta-voz da companhia no pesar "pelas vidas perdidas nos recentes acidentes envolvendo o 737 MAX", nos quais morreram mais de 340 pessoas.

"Todos os que voaram num, dos passageiros aos assistentes de bordo e pilotos, incluindo os nossos próprios familiares e amigos, todos merecem o nosso melhor", defendeu o alto responsável da rival da Airbus, prometendo: "Quando o MAX regressar aos céus, com as alterações no 'software' na função MCAS, vai ser um dos mais seguros aviões de sempre a voar."

Muilenberg garantiu manter a "confiança na segurança dos 737 MAX" e anunciou a criação de uma comissão no conselho de admnistração para rever o modelo de desenvolvimento e de produção de aeronaves.

A Boeing decidiu entretanto suspender a entrega de encomendas de mais aviões 737 MAX, avaliadas em milhares de milhões de dólares, até que o problema na origem destes dois trágicos acidentes no espaço de seis meses esteja solucionado.

A produção não parou e por isso a companhia está também a sofrer um problema de armazenamento com os aviões já prontos a ficarem à espera da resolução do problema de navegação.

A queda do Boeing 737 Max da Ethiopian Airlines, a 10 de março, escassos minutos após a descolagem e em que morreram 157 pessoas, foi o segundo acidente envolvendo este modelo.

A 29 de outubro do ano passado, um avião da mesma série, operado pela companhia indonésia Lion Air, caiu também logo após a descolagem, matando 189 pessoas.