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Divisões na Macedónia do Norte apontam a 2ª volta nas presidenciais

Divisões na Macedónia do Norte apontam a 2ª volta nas presidenciais
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Reuters
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As eleições presidenciais deste domingo na Macedónia do Norte não devem ser ainda definitivas na escolha dos quase dois milhões de eleitores para o nome do sucessor de Gjorge Ivanov.

O conservador desempenha o cargo desde maio de 2009 e não pode repetir o mandato, pelo que a disputa faz-se com três nomes: Stevo Pendarovski, Gordana Siljanovska-Davkova e Blerim Reka.

Segundo os últimos estudos conhecidos antes do sufrágio, nenhum dos candidatos deverá atingir os 50% de votos necessários para selar a eleição à primeira volta. As divisões no eleitorado refletem, assim, as divisões que os candidatos têm sobre a mudança de nome do país, mesmo que o presidente não tenha a autoridade para vir a bloquear o processo já ratificado no parlamento a 25 de janeiro deste ano.

Em junho de 2018, a Macedónia passou a designar-se República da Macedónia do Norte, devido ao diferendo com a Grécia por causa da região no norte do país que também se chama Macedónia e cujo processo estaria a bloquear os desejos de adesão dos macedónios à NATO e União Europeia.

Stevo Pendarovski é o candidato da coligação que lidera o governo e promete honrar o acordo que abre caminho ao país para a NATO e para a UE.

Já Gordana Siljanovska-Davkova, uma professora universitária que corre pelos conservadores do VMRO-DPMNE, é uma crítica do Acordo de Prespa, ainda que já tenha assumido o compromisso de o respeitar.

Por fim, Blerim Reka é um independente de origem albanesa que apoia o acordo, mas critica as políticas do governo de coligação.

Os primeiros resultados são anunciados ao final do dia e uma eventual segunda volta está já marcada para 05 de maio. No entanto, o resultado apenas será validado caso a taxa de participação atinja um mínimo de 40%. Caso contrário o escrutínio deverá ser repetido.

O Presidente eleito será o quinto desde a proclamação da independência da Macedónia do Norte em 1991, em plena desagregação da Jugoslávia federal.

O primeiro chefe de Estado foi Kiro Gligorov, entre 1991 e 1999; seguiram-se Boris Trajkovski (1999 a 2004), Branko Crvenkovski (2004 a 2009), e o atual titular, Gjorge Ivanov.