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Falta de apoio financeiro não impede teatro da Rocinha

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Falta de apoio financeiro não impede teatro da Rocinha
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Os moradores da Rocinha, uma das maiores favelas do Rio de Janeiro, saíram à rua para ver a peça de teatro recriada pelo grupo de teatro do bairro. O grupo recriou a Via Sacra pelo 27º ano consecutivo.

A performance foi vista por centenas de pessoas. Os temas: violência, perseguição e injustiça estiveram presentes no palco da favela, sítio que conhece de perto estes mesmos temas.

O grupo de teatro da Rocinha, responsável pela peça, já existe há mais de 25 anos. Foi criado para desenvolver consciência social num meio difícil, como o da favela em questão. Mas, ao que parece, dificil é manter o grupo vivo. Os membros e diretor da peça queixam-se de falta de apoio do governo.

"Num momento como este que estamos a viver, se eles (governo) não olham para a educação, se não olham para a saúde, o que podemos nós esperar da cultura?", admitiu Jefferson Messias, o ator que interpreta Jesus na peça. "A Via Sacra é sobre resistência e nós fizemos esta performance na rua para podermos dizer: não podemos parar.", concluiu.

Também o diretor artístico da peça, Robson Mello, admitiu a falta de ajuda por parte do governo.

"Neste 27 º aniversário de performances, não obtivemos absolutamente nada. Na verdade, a Prefeitura do Rio ainda deve dinheiro às empresas de som, palco e estrutura que trabalharam no ano passado", disse Robson Mello.

O grupo costumava ter cerca de 60 participantes, mas este ano participaram 35, todos eles voluntários e moradores da Rocinha.

O desempenho anual atrai grandes multidões e é considerado parte da herança cultural do Rio.