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Países gastam mais em armamento militar

Países gastam mais em armamento militar
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O mundo está a gastar mais em armas. De acordo com o relatório do Instituto Internacional de Estocolmo de Pesquisa para a Paz (SIPRI), os gastos aumentaram 2,6% em 2018, para um bilião e 800 mil milhões de dólares, que é o mesmo que dizer que, num ano, o mundo gastou cerca de um bilião e 600 mil milhões de euros em armamento militar.

A tendência foi registada pelo segundo ano consecutivo; em 2018, atingiu valores só vistos em 1988.

Entre os mais gastadores estão a China, a Arábia Saudita, a Índia e França com a liderança destacada dos Estados Unidos da América, que pela primeira vez desde 2010, aumentaram a despesa em armas.

Só os cinco países que perfazem 60% da despesa a nível mundial.

De acordo com Pieter Wezeman, investigador do Programa de Despesa Militar em Armas do SIPRI, "Uma das coisas mais surpreendentes é, por exemplo, vermos um país como a Arábia Saudita, que não é de todo o maior país no mundo, a surgir como o terceiro país mais gastador. E aí vemos uma influência potencialmente significativa da indústria de armas a tentar convencer a elite saudita a adquirir armas e gastar mais nesse campo, apesar de os preços mais baixos do petróleo terem levado a uma redução dos gastos militares na Arábia Saudita nos últimos dois anos.

O destino das armas é muitas vezes incerto. No entanto, é sobretudo pela mão dos mais gastadores que elas chegam a conflitos internacionais, como no caso do Yemen, em que as forças militares do governo têm o apoio da Arábia Saudita, numa guerra responsável pela maior crise humanitária do mundo